Para o taxista Jurandir Belão, 58 anos, a conversão para Gás Natural Veicular (GNV) está sendo satisfatória. Ele acredita que conseguirá pagar o investimento de cerca de R$ 2,5 mil em mais três meses. ‘‘Além de economizar no combustível, consigo rodar mais tempo sem fazer a troca de óleo do motor e há melhor conservação das peças’’, diz.
Belão foi o primeiro motorista a instalar um kit de GNV em Curitiba. Desde 24 de fevereiro ele está usando gás veicular. Os gastos com combustível foram reduzidos em cerca de 60% nesses dois meses. O táxi santana de Belão roda cerca de 230 quilômetros por dia na cidade. Para quem circula muito pela cidade, como taxistas, a recomendação é que passe a usar o gás devido a economia.
‘‘Os resultados são ótimos e os aparelhos não dão problema’’, conta. Depois da conversão, a oficina autorizada para instalar o kit GNV oferece assistência técnica por um ano como garantia do produto. A única preocupação do taxista é quanto ao preço do gás combustível. ‘‘O brasileiro já teve uma experiência ruim com o álcool, tomara que quando aumentar a procura não haja exploração de preços’’, afirma.
O uso do gás veicular, apesar de ser novo em Curitiba, é comum em outras capitais como São Paulo e Rio de Janeiro há mais de uma década. O preço do combustível já está estabilizado nacionalmente, dizem os técnicos. O GNV esteve restrito a algumas capitais do sudeste brasileiro devido a falta de uma rede de distribuição e garantia de fornecimento do gás. (E.C.)

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