Curitiba As empresas de radiotáxi de Curitiba devem oferecer, em breve, uma nova modalidade para pagamento das corridas, semelhante ao uso do cartão de débito. A informação é do presidente da Associação das Centrais de Rádio Táxi, Edson Renato Fernandes, que evita dar detalhes sobre o sistema. Em cerca de 40 dias, adiantou, o projeto será disponibilizado para todas as empresas da Capital. Ele acredita que haverá interesse em centrais de outras cidades como Londrina, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa em adotar o novo serviço.
''Sem dúvida, será uma inovação no País'', afirmou Fernandes. Segundo ele, o uso de cartões de débito automático chegou a ser estudado, mas ficou inviável pelo custo do equipamento.
Não é de hoje, que as centrais de radiotáxi buscam acompanhar as tendências do mercado consumidor. A oferta de alternativas de pagamento como o cartão de crédito, por exemplo é uma prática de mais de uma década em algumas empresas de Curitiba, apesar do uso ser pouco frequente. Isso, talvez, porque a maioria das pessoas desconheça a possibilidade de usar o cartão.
O faturamento de uma das centrais da Capital com pagamentos pelo cartão de crédito, lembrou Fernandes, triplicou em 2005 na comparação com o ano anterior, passando de R$ 13 mil para mais de R$ 40 mil. Ele não soube precisar no entanto, o percentual que isso representaria em relação ao total de usuários. Pelo menos, quatro das oito empresas de radiotáxi de Curitiba aceitam essa forma de pagamento.
A relações públicas de uma outra empresa de Curitiba, Ângela Toschi, confirma o crescimento. Segundo ela, o número de chamadas para a central de clientes que usam o cartão de crédito para as corridas aumentou cerca de 30% no último ano. Ela acredita que o uso é mais comum entre clientes que pegam táxi diariamente.
O taxista José Ferreira de Freitas já transportou passageiros que pagaram a corrida com o cartão de crédito. ''Mas, às vezes, fico até uma semana sem fazer nenhuma corrida paga com o cartão'', contou. A central em que trabalha oferece a forma de pagamento há cerca de sete anos e tem convênio com três operadoras de crédito. Ele atribui o pouco uso à falta de hábito, já que a maioria dos carros exibe, por meio de adesivos, os cartões que são aceitos.
Para Mauro Alencar da Silva, taxista de outra empresa, os passageiros não usam o cartão de crédito porque, geralmente, os deslocamentos são curtos e o valor não compensa. ''É mais o pessoal de fora que usa, quando faz uma corrida mais longa, até o aeroporto'', exemplificou. Ele diz que para os taxistas não há nenhum incoveniente nessa forma de pagamento. Pelo contrário. Seria menos dinheiro, em espécie, circulando se o uso do cartão fosse mais difundido.

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