Curitiba - Desde ontem, passageiros de cinco táxis de Curitiba podem pagar a corrida com cartão de crédito ou débito. Durante 15 dias, os cinco carros, equipados com máquinas leitoras de cartão, participam de um projeto piloto, para ver se o sistema é bem aceito na Capital. Se der certo, a Taxipass, empresa que administra o equipamento, espera estender o serviço para 1.800 táxis nos próximos dois meses, o equivalente a 80% da frota. A expectativa da empresa é de também comercializar o serviço nas grandes cidades do Estado, como Londrina e Maringá, no prazo de 30 a 60 dias.
Curitiba é a segunda cidade a adotar esse serviço, existente apenas em São Paulo. Até então, só clientes cadastrados junto às centrais de táxi podiam pagar a corrida com o uso de cartão. Nesse sistema, o usuário diz o número de seu cartão ao taxista, que consulta a central para liberação. Outra alternativa era o usuário dar o número do cartão e o código de segurança ao taxista, para consulta na hora junto à central.
O taxista Sebastião Orestes Borges, da Rádio Capital, aprovou a iniciativa. ''É interessante porque traz mais segurança para nós e para o cliente'', diz. O problema, para ele, é o custo. O equipamento custa R$ 3 mil, valor que pode ser pago à vista, com desconto, ou via financiamento bancário. O taxista também tem que pagar taxa de manutenção mensal de R$ 50.
Segundo Marcello Betone, diretor executivo da Taxipass, as condições de pagamento do financimento bancário vão depender do número de adesões ao serviço. ''Queremos estender a parceria que temos em São Paulo, com juros de 1,4% e 48 parcelas'', diz.
O sistema funciona a partir da integração do taxímetro com um leitor de cartões conm impressora e um módulo GPS - que fornece informações sobre os endereços de saída e chegada - com comunicação de dados via internet de celular. Uma vantagem do aparelho é a impressão do comprovante com registro da distância percorrida, dos endereços de partida e chegada, nome do motorista e dados do veículo que realizou o trajeto.

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