Taxas no crediário são proibitivas
O consumidor não deve precipitar-se e sair às compras diante dos primeiros sinais de redução nas taxas de juros das linhas de crédito oferecidas no mercado. Os bancos e as financeiras ainda não repassaram a seus clientes a nova redução expressiva do juro básico promovida pelo Banco Central (BC) na semana passada, de 27% para 23,5% ao ano. No cheque especial, a taxa varia de 4,75% a 12,9% ao mês; no rotativo do cartão de crédito, de 9,5% a 11,90%; no crédito pessoal, de 4,25% a 8%.
Marcos Silvestre, economista-chefe do Forex - Centro Brasileiro de Orientação de Finanças Pessoais - explica que o comércio e os bancos não vêm acompanhando na elaboração das tabelas de juros ao consumidor a agressividade do corte aplicado pelo BC. O governo está sinalizando a intenção firme de continuar baixando os juros. Essa redução dos juros está chegando ao consumidor numa velocidade lenta. Por isso, quem esperar poderá obter crédito mais barato. Por ora, apenas os setores de maior competitividade, como o de carros, apresentaram maiores reduções.
Enquanto os juros dos empréstimos não caem, o consumidor tem a opção de buscar financiamentos mais em conta em instituições que dão tratamento diferenciado a quem atende às suas exigências.





