Taxas já caíram, diz BB
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domingo, 21 de dezembro de 2008
Agência Estado 
Brasília - Nas últimas semanas, o Banco do Brasil ficou na berlinda com as críticas públicas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, contra os altos spreads e taxas de juros praticados pelo banco oficial. O presidente do BB, Antonio Lima Neto, afirma que viu a reclamação do presidente como preocupação justa.
Como o sr. encara as reclamações do presidente?
Encaro como preocupação natural e legítima. O País até o terceiro trimestre crescia a mais de 6% ao ano. Seria uma fatalidade interromper o crescimento. Não existe nada mais legítimo, da parte do governo, do que querer manter um ritmo mínimo da economia.
Lula quer que o BB reduza os juros. O BB pode reduzir?
O BB sempre teve as menores taxas. Entendemos a preocupação do presidente em relação aos spreads. No caso do BB, quanto mais eficientes, mais vamos reduzir os preços (do dinheiro).
Não há risco de a inadimplência se generalizar?
Não acredito em inadimplência. Acredito no aumento da quantidade de ajuste para adequar os fluxos de caixa das famílias e das empresas.
O BB aumentou os juros?
Tivemos, nas duas primeiras semanas, uma distorção porque praticamente ficamos só nós no mercado de crédito. Não havia referência e aí teve ajuste de taxas. Depois elas voltaram ao patamar pré-crise.


