Bra­sí­lia - Nas úl­ti­mas se­ma­nas, o Ban­co do Bra­sil fi­cou na ber­lin­da com as crí­ti­cas pú­bli­cas do pre­si­den­te ­Luiz Iná­cio Lu­la da Sil­va e da mi­nis­tra da Ca­sa Ci­vil, Dil­ma Rous­seff, con­tra os al­tos ­spreads e ta­xas de ju­ros pra­ti­ca­dos pe­lo ban­co ofi­cial. O pre­si­den­te do BB, An­to­nio Li­ma Ne­to, afir­ma que viu a re­cla­ma­ção do pre­si­den­te co­mo ‘‘preo­cu­pa­ção ­justa’’.
  Co­mo o sr. en­ca­ra as re­cla­ma­ções do pre­si­den­te?
  En­ca­ro co­mo preo­cu­pa­ção na­tu­ral e le­gí­ti­ma. O ­País até o ter­cei­ro tri­mes­tre cres­cia a ­mais de 6% ao ano. Se­ria uma fa­ta­li­da­de in­ter­rom­per o cres­ci­men­to. Não exis­te na­da ­mais le­gí­ti­mo, da par­te do go­ver­no, do que que­rer man­ter um rit­mo mí­ni­mo da eco­no­mia.
  Lu­la ­quer que o BB re­du­za os ju­ros. O BB po­de re­du­zir?
  O BB sem­pre te­ve as me­no­res ta­xas. En­ten­de­mos a preo­cu­pa­ção do pre­si­den­te em re­la­ção aos ­spreads. No ca­so do BB, quan­to ­mais efi­cien­tes, ­mais va­mos re­du­zir os pre­ços (do di­nhei­ro).
  Não há ris­co de a ina­dim­plên­cia se ge­ne­ra­li­zar?
  Não acre­di­to em ina­dim­plên­cia. Acre­di­to no au­men­to da quan­ti­da­de de ajus­te pa­ra ade­quar os flu­xos de cai­xa das fa­mí­lias e das em­pre­sas.
  O BB au­men­tou os ju­ros?
  Ti­ve­mos, nas ­duas pri­mei­ras se­ma­nas, uma dis­tor­ção por­que pra­ti­ca­men­te fi­ca­mos só nós no mer­ca­do de cré­di­to. Não ha­via re­fe­rên­cia e aí te­ve ajus­te de ta­xas. De­pois ­elas vol­ta­ram ao pa­ta­mar pré-cri­se.

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