Taxas do cheque especial ficam estáveis em janeiro
São Paulo - A taxa média do cheque especial ficou praticamente estável de janeiro para fevereiro, segundo pesquisa da Fundação Procon-SP.
O juro médio do cheque especial cobrado pelos bancos passou de 8,90% ao mês, em janeiro, para R$ 8,91% em fevereiro, revela pesquisa realizada pelo Procon nos dias 5 e 6 deste mês com 13 instituições.
O levantamento mostra que para o cheque especial a maior taxa mensal foi de 9,50%, no HSBC e BCN, enquanto a menor foi de 7,95% ao mês, na Nossa Caixa Nosso Banco.
A única elevação entre os bancos pesquisados foi promovida pelo Banespa, que aumentou a taxa de 8,89% ao mês para 8,99%.
Os técnicos do Procon observam que as taxas não apresentaram grandes alterações, mas ainda assim continuam elevadas, portanto recomendam cautela na utilização do cheque especial.
Nas operações de empréstimo pessoal, houve um leve aumento em fevereiro. A taxa passou de 5,43% ao mês, em janeiro, para 5,53%, em fevereiro, segundo levantamento feito pela Fundação Procon-SP em 13 bancos entre os dias 5 e 6
deste mês.
A pesquisa mostra que a maior taxa foi de 6,95% ao mês, no Itaú, e a menor, de 3,95%, na Nossa Caixa Nosso Banco (no Estado de São Paulo).
Foram constatadas elevações de taxas na Caixa Econômica Federal e no BBV. A CEF aumentou o juro mensal de 4,80% para 5,50% e o BBV elevou de 3,50% para 4,10% ao mês.
Fizeram parte da coleta os bancos Bilbao Vizcaya Brasil, Banco do Brasil, Banespa, BCN, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Mercantil de São Paulo, Nossa Caixa Nosso Banco, Real, Santander e Unibanco.
A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) confirmou ontem a boa performance das taxas de juros ao consumidor. Os juros estiveram estáveis também nos cheques especiais, segundo a Febraban. Nos empréstimos pessoais para contratos de 12 meses, a taxa média cobrada pelos bancos foi 5,53%. O maior juro é cobrado pelo Itaú: 6,95%. A menor também é a da Nossa Caixa Nosso Banco: 3,95% ao mês. Apenas a Caixa Econômica Federal e o BBV reajustaram as taxas de janeiro. A primeira elevou de 4,8% para 5,5% e o segundo passou de 3,5% para 4,1%.
Para os técnicos do Procon, os juros continuam altos e, por isso, os consumidores devem evitar o atraso na cobertura dos cheques ou os empréstimos nos bancos.





