Taxas de crédito não devem cair
Agência Estado
A redução dos juros básicos do mercado promovida pelo Copom na semana passada, de 22% para 21% ao ano, não deve provocar a queda das taxas nas operações de crédito. O vice-presidente da Acrefi (associação das financeiras), Ricardo Malcon, diz que os juros para o consumidor deverão cair quando as taxas básicas recuarem para 19% ou 20%.
Segundo ele, a diferença entre os juros que os bancos pagam para captar dinheiro e as taxas que cobram em financiamentos e empréstimos continua tão elevada por conta da inadimplência, que permanece expressiva. Segundo a Anefac, as taxas cobradas pelo comércio estão na casa de 8,58% ao mês, ou 168% ao ano. No cheque especial, as taxas atingem 11,79% ao mês, ou 280% ao ano.
Ele acredita que a inadimplência poderá diminuir nos próximos meses, quando a economia começar a crescer e o desemprego, a diminuir. Por enquanto, porém, as taxas deverão continuar sem alterações significativas.
A Anefac projeta reduções muito pequenas. No comércio, a taxa média poderia cair de 8,58% para 8,55% ao mês. No cartão de crédito, a redução seria de 11,92% para 11,90% e no cheque especial, de 11,79% para 11,77%.





