SÃO PAULO - A inflação em doze meses em São Paulo já é menor de dois dígitos. O IPC, da Fipe, subiu 9,40% entre fevereiro de 1996 e o mês passado. Esse resultado, avalia o economista Heron do Carmo, Coordenador da Pesquisa, mostra que o índice está caindo num ritmo cada vez mais acelerado. Nos últimos seis meses a alta foi de apenas 2,76%.
‘‘Isso projetado para um ano dá uma inflação anual de 5,6%’’, estima. Esse cálculo, segundo ele, comprova que a taxa no ano não deve mesmo ultrapassar os 5% ou 6%. A tendência, avalia, só será invertida se o governo provocar alterações importantes na política econômica, o que, na sua opinião, não vai ocorrer.
Em doze meses as maiores altas foram provocadas pelas correções nas tarifas públicas. As despesas com transportes foram as que mais subiram por causa do reajuste nos combustíveis. Os gastos com transportes aumentaram em média 23,99%. A gasolina passou a custar 33,43% mais. O álcool ficou em média 41,98% mais caro. As tarifas públicas subiram mais do que a inflação. As despesas com energia aumentaram 10,71%. A maior alta foi da conta do telefone, que passou a custar 58,43% mais.
A pesquisa mostra ainda que dois itens, aluguel e serviços, que pressionaram a inflação no primeiro ano de Real já sobem num ritmo bem mais lento. Em doze meses, os aluguéis tiveram reajustes médios de 29,47%. As despesas com serviços ficaram 4,96% mais caras. Os reajustes nos custos dos serviços estão mais moderados. Os serviços de cabeleireira e manicure subiram 6,18%.
O levantamento da Fipe mostra ainda que a inflação do real é 62,31%. A alimentação, item que mais contribuiu para segurar a inflação desde julho de 1994, subiu 37,18%, quase a metade da elevação do custo de vida. Nesse período, a maior alta foi das despesas com habitação, que ficaram em média 127,06% mais caras.

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