Brasília - ''O discurso de cautela do presidente do BC e a redução da última reunião (do Copom), abaixo do esperado, fizeram com que o mercado reavaliasse a velocidade de queda das taxas daqui para frente'', afirma o diretor de análise de risco de mercado do BES Investimento, Carlos Guzzo.
A queda mais significativa para as pessoas físicas até agora se deu no financiamento para compra de automóvel. A taxa média cobrada em junho, de 45,1% ao ano, é a menor desde junho do ano passado, quando estava em 42,7%. No cheque especial, a queda foi de apenas 0,6% de maio para junho. A taxa média cobrada é de 177% ao ano contra 177,6% no mês anterior. No crédito pessoal, os juros caíram de 98,1% ao ano para 96,6% ao ano. Nas duas modalidades de crédito, o valor cobrado ainda é maior do que o verificado no segundo semestre de 2002.
Para as empresas, o recuou mais significativo foi no hot money, linha de curtíssimo prazo, que registrou uma queda de 2 pontos porcentuais, encerrando o mês em 57,4% ao ano. Nos descontos de promissórias, a taxa caiu de 64% para 62,9% ao ano. Nas operações para capital de giro, a queda foi de 0,8 ponto porcentual, passando de 44,8% ao ano em maio para 44% em junho.

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