Agência Estado
Do Rio
A taxa média de desemprego no ano passado foi de 7,6%, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número foi o mesmo do ano passado – que já era o maior medido pelo instituto, que acompanha a evolução do mercado de trabalho desde 1982. Da mesma forma, a taxa de desemprego de dezembro, de 6,3%, igualou a do mesmo mês em 1998 – que também era a pior do último mês do ano na série história do IBGE.
Os percentuais foram os mesmos – mas não os números absolutos. Em dezembro de 1998, o IBGE contou 1,5 milhão de desempregados nas seis maiores regiões metropolitanas do País onde realiza a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). No mês passado, esta quantidade era de 1,1 milhão. De um mês para o outro o número de trabalhadores ocupados cresceu 2,5%.
A taxa de desemprego é calculada dentro da População Ecomicamente Ativa (PEA), formada por trabalhadores empregados ou à procura de vagas. No ano passado, este contingente chegou a 57,1% da População em Idade Ativa (PIA), formada por todas as pessoas com mais de 15 anos aptas para a produção. O indicador foi o menor já registrado pelo IBGE. A taxa de 42,9% de inativos dentro da PIA em 1999 também foi a pior já computada pelo instituto.
Embora os dados do mercado de trabalho em 1999 sejam negativos, a consultora do IBGE Shyrlene Ramos de Souza, responsável pela pesquisa, disse estar otimista. ‘‘Os anos mais difíceis foram os de 1997 e 1998’’, afirmou. Em 1998, o índice mensal chegou a 8,2% em maio, a taxa mais alta desde o lançamento do Plano Real. ‘‘Os resultados dos últimos dois meses são animadores’’, ressalvou. ‘‘A ocupação, de novembro para dezembro, cresceu mais do que nos dois anos anteriores’’, argumentou. O crescimento neste período foi de 0,8% – enquanto que em 1998 permaneceu constante e, em 1997, houve queda de 1%.
O IBGE também registrou aumento do emprego na indústria pelo segundo mês consecutivo, de 0,5%, por causa das contratações em São Paulo e Belo Horizonte (MG). Em todo o ano, o aumento foi de 3%. ‘‘Pode ser um sinal de ligeira recuperação, porque há quatro anos a média anual de ocupação na indústria cai’’, afirmou Shyrlene.

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