Mesmo pouco acima da média das projeções dos analistas de mercado (0,32%), a taxa de outubro foi recebida com tranquilidade, no que diz respeito às perspectivas para os próximos meses. O economista da Itaú Corretora Mauricio Oreng disse que não há preocupação em relação ao comportamento da inflação nos próximos meses. ''Não estamos preocupados com o cenário de inflação'', afirmou. Ele avalia que ''a inflação deve ficar muito perto do piso da meta (2,5%) se não houver o choque dos preços dos alimentos''.
Para a consultora Marcela Prada, da Tendências Consultoria, o resultado de outubro não representa uma piora no cenário de inflação e o quadro continua favorável para uma nova redução de 0,5 ponto porcentual na Selic, atualmente em 13,75%. Para ela, além da pressão sazonal esperada para os preços dos alimentos no segundo semestre, é ''natural que a inflação passe para um patamar mais elevado nos próximos meses, com o fim do movimento de apreciação cambial e a tendência positiva para a atividade econômica'', o que não impedirá que o IPCA fique em torno de 3% neste ano, bem abaixo do centro da meta (4,5%).
De janeiro a outubro, os alimentos ainda acumulam queda de 0,21%. ''Mesmo com a alta de outubro, os alimentos vêm dando grande contribuição para conter a alta da inflação no ano'', disse Eulina. Segundo ela, o câmbio é o principal responsável pelo controle da inflação a patamares abaixo da meta. Outros destaques de alta no IPCA em outubro foram os salários dos empregados domésticos (1,39%), cigarros (1,31%), cabeleireiro (1,18%) e vestuário (0,64%). Os combustíveis voltaram a registrar queda, com recuo de 3,28% nos preços do álcool e redução 0,11% na gasolina. (Agência Estado)

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