O Ibama reajustou em 2.000% as taxas cobradas para a execução de serviços florestais, como o protocolo de planos de manejo, vistorias e autorizações de desmate. O reajuste entrou em vigor no início deste ano, através da portaria nº 89, de 23 de outubro de 1996, que alterou os preços públicos e as taxas de serviços.
No Paraná, a Federação das Indústrias (Fiep) reagiu ao aumento e encaminhou pedido ao ministro do Meio Ambiente, Gustavo Krause, pedindo a reavaliação do reajuste. No documento encaminhado a Brasília, a Fiep alerta que ‘‘no momento em que o governo sinaliza para a queda nos índices da inflação parece pouco apropriado que órgãos governamentais pratiquem ações contrárias à política econômica’’.
Segundo o presidente da Associação Sul Brasileira de Empresas Florestais, Roberto Gava, os aumentos, que para alguns serviços chegou a 2.841%, foram efetuados sem nenhum critério e estão totalmente fora da realidade da atual situação econômico-financeira do País.
A superintendência regional do Ibama no Paraná admitiu que houve um reajuste em torno de 2.000% na tabela de serviços prestados, mas argumentou que os novos preços foram determinados pela direção nacional do órgão, em Brasília, cabendo a superintência regional apenas a aplicação da nova tabela. (E.F.)

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