As taxas médias de juros cobradas no cheque especial chegaram a 159,98% ao ano em setembro, o índice mais alto desde junho do ano passado. E elas podem continuar subindo, disse ontem o chefe do Departamento Econômico do Banco Central (Depec), Altamir Lopes.
Segundo Lopes, os números divulgados ainda não refletem a elevação do recolhimento compulsório sobre depósitos a prazo, decidido pelo BC no final do mês passado para tentar conter a escalada das cotações do dólar. O compulsório sobre depósitos a prazo subiu de zero para 10%. Essa parcela deve ser mantida em depósito no BC, sem remuneração. Para fugir do cheque especial, o cliente - pessoa física - pode tentar ir para o crédito pessoal. Mesmo assim, vai pagar 86,21% ao ano.
Os dados divulgados pelo BC mostram ainda que está aumentando a diferença entre as taxas de captação pagas pelos bancos e as taxas que eles cobram dos clientes nos empréstimos. A taxa paga nos Certificados de Depósito Bancário (CDBs), por exemplo, caiu de 18,95% ao ano em agosto para 18,85% ao ano em setembro. De um mês para o outro, no entanto, os bancos aumentaram o spread cobrados nos empréstimos para pessoas físicas de 55,40% ao ano para 56,75% ao ano, em média.

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