Taxa do cheque especial recua para 8,84% em abril
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terça-feira, 16 de abril de 2002
Agência Folha 
São Paulo Pesquisa mensal realizada pelo Procon-SP com os 13 maiores bancos do País indica que os juros para o empréstimo pessoal e para o cheque especial se estabilizaram em percentuais elevados e tendem a não ceder nos próximos meses, nem que a Selic (taxa básica de juros) sofra novos cortes.
As taxas de juros mensais nos últimos 12 meses tiveram alta média de 20,7% para o empréstimo pessoal e de 5,48% para o cheque especial, indica o Procon-SP. No primeiro trimestre do ano, se estabilizaram. Em relação à última pesquisa, feita em março, apenas uma instituição, o HSBC reduziu os juros do cheque especial (queda de 9,47%) e do empréstimo (-3,39%). O Banespa aumentou as taxas tanto do cheque especial (alta de 1,12%) como do empréstimo (5,86%). O Santander elevou a taxa do empréstimo pessoal (0,52%). Os outros 10 bancos não alteraram os juros.
A redução da Selic não chegou ao consumidor, e novas quedas dificilmente vão promover uma baixa nos juros bancários. O consumidor deve evitar o crédito, diz a técnica de estudos e pesquisas do Procon-SP, Cristina Martinussi. Segundo Cristina, para os bancos, os juros previnem riscos com a inadimplência do cliente.
No levantamento feito pelo Banco Central com instituições financeiras em março, a inadimplência era de 8,7% no cheque especial e de 4,3% no crédito pessoal, em operações de 90 dias.
Os 13 bancos que fizeram parte da coleta foram: BBV (Banco Bilbao Vizcaya Brasil), Banco do Brasil, Banespa, BCN, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Mercantil de São Paulo, Nossa Caixa, Real, Santander e Unibanco.


