Brasília – A taxa de juros cobrada pelos bancos no uso do limite do cheque especial atingiu 158,4% ao ano em maio. Essa taxa representa uma redução de 1,3 ponto percentual em relação a abril. Em 12 meses, a taxa de juros do cheque especial acumula uma alta de 12,7 pontos percentuais.
No caso das pessoas jurídicas, a conta garantida, que funciona como um cheque especial das empresas, registrou, em maio, taxa de 65% ao ano, contra os 65,4% ao ano de abril. Os dados foram divulgados ontem pelo Banco Central.
Para pessoas físicas, nas operações de crédito pessoal a taxa de juros incidente no mês passado foi de 82% ao ano, enquanto em abril era de 83,1% ao ano. Na aquisição de bens, a taxa foi de 41,5% ao ano, contra 40,2% ao ano do mês anterior.
A taxa de juros média cobrada pelos bancos em operações de crédito atingiu 59,5% ao ano em maio, contra os 59,1% ao ano registrados em abril. Em 12 meses, a taxa de juros já subiu 4,8 pontos percentuais.
A taxa cobrada das operações de pessoas físicas em maio atingiu 70% ao ano, contra os 69,6% ao ano do mês anterior. Para pessoas jurídicas, a taxa ficou em 43% ao ano, contra os 42,7% ao ano de abril.
Spread – O spread geral (diferença entre a taxa de captação dos bancos e o juro cobrado ao consumidor) nas operações de crédito atingiu em maio 40,3% ao ano, contra os 40,6% registrados em abril.
Nas operações para pessoas jurídicas, o spread foi de 24,9% ao ano, enquanto que no mês anterior ele era de 24,6% ao ano. Para operações de pessoas físicas, o spread cobrado chegou a 50,2% ao ano, contra os 50,8% ao ano do mês de abril. A taxa de captação no mês foi de 19,2%, contra os 18,5% do mês anterior.
Financiamento – A taxa de juros cobrada pelos bancos sobre o financiamento de veículos foi a que registrou o maior aumento no mês de maio. Segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central, a taxa média cobrada nos financiamentos de automóveis passou de 37,1% ao ano em abril para 38,9% ao ano em maio.
O chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, justificou esse aumento como uma volta ao ‘‘patamar anterior’’.

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