São Paulo Apesar da redução de 2,5 pontos percentuais na taxa Selic, para 22% ao ano, anunciada ontem pelo Copom, o Brasil vai subir no ranking dos países com os maiores juros reais do mundo.
A informação é da consultoria Global Invest, que atualizou o ranking de agosto após a decisão do Copom. O Brasil passa do quinto para o segundo lugar, ficando atrás apenas da Turquia. ''Para o desempregado, o trabalhador, o consumidor, enfim, para a economia real, esse corte de juros não faz nenhuma diferença significativa. As empresas não vão voltar a investir por conta disso'', disse o analista da Global Invest, Nelson Luiz Bastos Carneiro.
A metodologia do ranking considera os juros reais - taxa que desconta os efeitos da inflação oficial - acumulados nos últimos 12 meses. O referencial usado pela consultoria é o CDI, que mede os juros praticados entre os bancos, quando emprestam dinheiro entre si.
Como nesses últimos 12 meses as taxas e os índices de preços estavam ainda mais elevados, isso explica a subida do Brasil no ranking em agosto, diz a consultoria. Por esse critério, os juros reais do País estão agora em 7,3%, atrás apenas da taxa da Turquia (18,5%). No mês passado, os juros reais do Brasil estavam em 6,8%, atrás da Turquia (11,8%), Argentina (8,9%), Israel (7,8%) e Indonésia (6,9%).

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