Taxa de sobrevivência de empresas do PR cresce 40%
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sábado, 22 de outubro de 2011
Victor Lopes <br> Reportagem Local 
Entre 2002 e 2003, a cada dois pequenos empresários que iniciavam nos negócios no Paraná, apenas um permanecia no mercado. Oito anos depois, um estudo realizado pelo Sebrae Nacional, divulgado esta semana, aponta que a taxa de sobrevivência das Micro e Pequenas Empresas no Estado é de 70%, o que corresponde a um aumento de 40% no período. Na prática, isso significa que atualmente, a cada quatro pequenos empreendimentos criados no Paraná, por volta de três continuam firmes em seus segmentos.
O número coloca o Estado em oitavo lugar entre os melhores índices do ranking nacional, ficando atrás de estados como Paraíba (79%), Minas Gerais (78%) e São Paulo (75%) e à frente de Mato Grosso do Sul (67%), Pará (64%) e Rio Grande do Norte (62%). A taxa média de sobrevivência no Brasil fechou em 73%. A metodologia de análise do Sebrae tem como base as micro e pequenas empresas constituídas em 2006 e seus dados na Secretaria da Receita Federal referentes aos anos de 2007, 2008 e 2009.
De acordo com Joana D'Arc Júlia de Melo, coordenadora estadual de empreendedorismo do Sebrae/PR, o valor de sobrevivência das empresas em 70% pode sim ser comemorado. Ela explica que, como em todo o País, houve uma melhoria significativa na atuação dos empreendedores menores. ''A busca de conhecimento fez com que eles ganhassem um aprendizado organizacional muito grande, além da melhora na formação profissional e utilização de diversos canais para busca de informações'', relata a especialista.
Entre os pontos críticos que levam à mortalidade destas empresas, que segundo Joana foram atenuados nos últimos anos, estão geralmente questões financeiras e gerência. São assuntos predominantemente voltados à falta de disciplina e controle do dinheiro. ''No pequeno negócio, o empresário tem que lidar com seus funcionários, clientes e fornecedores, assumindo sozinho, muitas vezes, o papel que seria de diversos setores da empresa. Por isso, ele tem que saber olhar para o todo, com um pensamento sistêmico'', avalia.
Ela lembra ainda que o empresário não pode deixar de buscar uma assistência especializada o mais rápido possível. Melo explica que os dois primeiros anos é considerado o período crítico para que o negócio decole ou não. ''Temos programas no Sebrae que apontam uma taxa de sobrevivência que atinge 80%. Entretanto, a grande maioria das empresas ainda não procuram uma orientação adequada'', completa.



