Taxa de juros do Brasil segue no topo mundial
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Folhapress 
São Paulo- Em um período em que muitos países estão com taxas reais de juros negativas, o Brasil segue no topo do ranking mundial. Com a manutenção quarta-feira da taxa básica Selic, os juros reais brasileiros estão em 7,9% ao ano. O ranking elaborado pela UpTrend Consultoria Econômica leva em consideração 40 das maiores economias do mundo. A Islândia, que elevou seus juros nominais em seis pontos percentuais, para 18%, não consta dessa lista.
Na segunda posição do ranking aparece a Hungria, com taxa real de 5,5%, que desbancou a Turquia, que está com taxa de 5,1% ao ano.Os juros reais são calculados a partir da taxa básica de cada país, da qual é descontada a projeção para a inflação 12 meses à frente.
O México segue como o segundo país latino-americano com juros reais mais elevados, que estão em 2,7%.O setor produtivo tem na taxa real de juros um importante ponto de referência para planejar e realizar seus investimentos no futuro. Por outro lado, quanto maiores forem os juros, mais elevada é a atratividade do país para o capital externo. O Copom manteve ontem a taxa básica em 13,75%.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou a decisão do Banco Central (BC) de manter a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano, de acordo com informações de auxiliares que viajaram com ele para El Salvador e Cuba. ''Foi uma decisão sensata, porque tudo ainda é uma incógnita'', disse Lula, de acordo com relato de um desses auxiliares. ''Agora, é esperar a ata do Copom para saber se os indicadores são para que a taxa fique nesse porcentual'', teria dito Lula.
Na viagem, Lula elogiou a Câmara dos Deputados, que aprovou na quarta-feira o projeto de criação do Fundo Soberano do Brasil (FSB). A expectativa é de que o fundo já tenha recursos, neste ano, de R$ 14 bilhões. O dinheiro sairia do excesso de arrecadação destinado ao superávit primário. Será, de acordo com Lula, um instrumento essencial para manter os investimentos em momento de escassez de recursos e desaceleração da economia.


