Taxa de juro no financiamento pode subir mais
Os juros poderão ficar ainda mais pesadas a partir desta semana. É que na semana passada o governo, para tentar frear a alta do dólar e da inflação, puxou o juro básico da economia para 45% ao ano e elevou o compulsório sobre os depósitos a prazo dos bancos no BC para 26,5%. Essas medidas encarecem o custo do financiamento. Até sexta-feira, as taxas ainda não haviam sido alteradas. Mas não estão descartadas mudanças.
Hoje, o juro do cheque especial chega a 13,4% ao mês, o do cartão de crédito a 12,6% e o do empréstimo pessoal a 7,7%. O economista da Forex - Centro Brasileiro de Orientação de Finanças Pessoais, Marcos Silvestre, diz que há pouco espaço para altas significativas de juros. Mas ele considera que, com a escassez de dinheiro, os bancos poderão dificultar os financiamentos.
Além disso, a partir do dia 15 vai ficar mais caro tomar dinheiro emprestado com prazo de pagamento inferior a 12 meses. A Receita Federal mudou a forma de cálculo do IOF sobre essas operações. A cobrança do adicional de 0,38%, que é proporcional ao prazo, passará a ser linear. Assim, quem toma um empréstimo, hoje, de R$ 3 mil com prazo de seis meses paga no total R$ 5,70. Com a mudança, esse custo vai subir para R$ 11,40.





