Taxa de inadimplência cresce em Curitiba
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 09 de março de 2004
Rodrigo Sais<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A taxa de inadimplência registrada no comércio de Curitiba, região metropolitana e Litoral em fevereiro foi a maior desde abril de 2003. No mês passado, o índice registrado pela Associação Comercial do Paraná (ACP) foi de 2,96%, 0,85% maior do que a taxa registrada em fevereiro de 2003.
Para o vice-presidente de Serviços da ACP, Élcio Ribeiro, o fato do Carnaval ter caído em fevereiro foi um fator decisivo para o aumento da inadimplência. ''É um período em que os gastos são maiores, e o veranista às vezes se descuida na contabilidade. Além disso, fevereiro tradicionalmente ainda reflete os gastos com compras parceladas feitas para o Natal, que ajudam a aumentar a inadimplência'', afirmou.
Ribeiro salientou que apesar do aumento da taxa, a inadimplência ainda não está fora de controle. ''Em São Paulo, onde as lojas tem mecanismos de controle mais rígidos na hora da venda, a taxa foi de cerca de 5,5%. Mas mesmo assim estamos alertando os lojistas para terem mais cuidado na hora de liberar crédito para os consumidores'', comentou.
Uma das orientações da ACP para os lojistas é o controle maior de cheques de pequeno valor. ''Às vezes, os lojistas dispensam a consulta ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) ou ao Videocheque quando o cheque é de pequeno valor. O problema é que esse é um tipo de 'economia' que pode sair caro. Vários pequenos prejuízos acumulados podem se igualar a um desfalque de uma compra maior sem fundos'', lembrou Ribeiro.
Outro ponto que preocupa a ACP é o número de cheques roubados e clonados em circulação no comércio. ''Infelizmente, ainda não temos um mecanismo jurídico ideal para evitar a propagação dos cheques clonados. Mas eles estão tendo um impacto cada vez maior na taxa de inadimplência registrada'', afirmou Ribeiro.


