A partir de 1º de fevereiro, a taxa de embarque nos aeroportos administrados pela Infraero vai estar 26% mais cara. Nos aeroportos domésticos, como o de Londrina, a taxa passará de R$ 7,20 para R$ 9,08. Nos aeroportos internacionais a taxa sobe de R$ 9,15 para R$ 11,55. Há oito anos, não havia reajuste. O aumento é concedido pelo Ministério da Aeronáutica com base na solicitação da Infraero que alegou defasagem.
Com cerca de 12 vôos diários, passam pelo aeroporto de Londrina uma média de 19 mil passageiros ao mês. Ao preço novo, a taxa de embarque vai resultar em uma receita mensalde mais de R$ 172 mil que, normalmente, é utilizada para as despesas aeroportuárias.
A cobrança da taxa é uma receita da empresa para cobrir custos de serviços como uso de banheiros, fraldários e saguão, entre outras instalações que propiciem conforto ao passageiro como ar-condicionado, acesso à internet e televisão, informou o funcionário do setor administrativo da Infraero Josuel Francisco dos Santos.
O aumento foi criticado pelos usuários do aeroporto. ''Viajo constantamente de avião e acho que nenhum aumento é benéfico'', disse o advogado Luiz Alceu Gomes Bettega, 54 anos. Segundo ele, ''as acomodações são boas, mas a gente já paga tanto imposto que não haveria necessidade da taxa. Vai chegar uma hora que haverá uma desobediência fiscal nesse País'', completou.
A artista plástica Márcia Piantine, 62, professora de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais, também considerou o aumento alto. ''Já vou pagar pela passagem para Belo Horizonte R$ 547. Incluída a taxa, acho muito caro. Sem contar que terei o desconforto de fazer escala já que não tem vôo direto. No Brasil falta moral, vergonha. Na Europa, viajar de avião é mais barato do que de trem'', comparou.
A notíca do reajuste também irritou a antropóloga Celina Nervo Codato, 63, que aguardava vôo no aeroporto de Londrina. ''Onde vai parar todo esse dinheiro arrecadado com a taxa? É um aumento grande'', questiona. ''Se você for analisar pelo percentual de 26% é um aumento significativo, principalmente para quem viaja sempre. Até onde vai isso?'', questionou.

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