Curitiba - A taxa de desocupação no País ficou em 7,4% no segundo trimestre de 2013 e registrou ligeira queda em relação ao mesmo período de 2012, quando tinha ficado em 7,5%. No primeiro trimestre de 2013, a taxa foi de 8%. Os dados fazem parte dos primeiros resultados da Pesquisa por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Eles mostram que o percentual de pessoas sem trabalho ficou praticamente estável no segundo trimestre de 2013.
Para o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Sandro Silva, esse resultado está diretamente relacionado ao baixo crescimento da economia brasileira. Além disso, ele explicou que, parte dos empregos gerados não são novos, mas representam uma espécie de ‘’migração’’ de trabalhadores que estavam no mercado informal e passaram para o formal. Isso porque o IBGE considera como ocupadas tanto as pessoas que têm carteira assinada como as que trabalham informalmente.
O economista e professor da Escola de Negócios da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Carlos Magno Bittencourt, diz que a redução em 0,1 ponto porcentual é pequena e que a taxa de desocupação de 7,4% é alta. No segundo trimestre de 2013, o número de desocupados no País era de 7,3 milhões de pessoas. Mas ele acredita que 2014 será um ano aquecido para o mercado de trabalho devido à Copa do Mundo e às eleições. ‘’Isso movimenta a economia’’, disse.
Bittencourt afirmou que se pode esperar neste ano uma redução real na taxa de desocupação. Ele prevê um fôlego no mercado de trabalho também em 2015. Para o economista, o desempenho da indústria, do comércio e da agricultura farão do mercado de trabalho no Paraná neste ano melhor que a média nacional.
A Pnad revelou que a Região Sul teve a menor taxa de desocupação do País no segundo trimestre de 2013: 4,3%. No mesmo período de 2012, essa taxa foi de 4,8%. No Sudeste, a taxa ficou em 7,2%; no Centro-Oeste em 6%; no Norte em 8,3%; e, no Nordeste, em 10% - o porcentual mais elevado do País.
O levantamento do IBGE mostrou também que a população ocupada no País no segundo trimestre de 2013 era de 90,6 milhões de pessoas, contra 89,4 milhões no trimestre imediatamente anterior. No segundo trimestre de 2012, a população ocupada era de 89,6 milhões de pessoas.
A Pnad também apontou que o porcentual de trabalhadores do setor privado que têm carteira assinada ficou em 76,4%, no segundo trimestre de 2013. No mesmo período de 2012, esse porcentual era de 75,5%.
Ainda no setor privado, os trabalhadores sem carteira eram 23,6% no segundo trimestre de 2013, contra 24,5% em igual período de 2012. É a primeira vez que o IBGE divulga uma taxa de desocupação com periodicidade trimestral para todo o território nacional. As primeiras divulgações da Pnad Contínua abrangem apenas Brasil e grandes regiões, desde o início de 2012 até o primeiro semestre de 2013.
Esta nova pesquisa, substituirá, a partir de 2015, a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que abrange apenas seis regiões metropolitanas, e também a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que produz informações referentes somente ao mês de setembro de cada ano. (Com agências)

Imagem ilustrativa da imagem Taxa de desocupação permanece estável
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