Taxa de desemprego sobe para 7,6%
Agência Estado
Do Rio de Janeiro
A taxa de desemprego aberto atingiu 7,6% no país em janeiro, contra os 7,7% registrados no mesmo mês do ano passado. Os dados foram divulgados ontem pelo IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e representam uma queda de 1,6% no número de pessoas trabalhando, com relação a dezembro de 99.
O desemprego medido pelo IBGE tem se mantido na casa dos 7% desde 98, quando atingiu 7,3%. Apesar da aparente estabilidade, a taxa registrada no mês passado é a maior desde janeiro de 84, quando foi de 7,5%. Em dezembro último, a taxa foi de 6,3%.
O mês de janeiro é tradicionalmente campeão de desemprego, já que muitos trabalhadores admitidos no comércio e no setor de serviços para as festas de final de ano, em novembro e dezembro, são dispensados. Apesar disso, a taxa está elevada, sobretudo se comparada com a registrada há 10 anos, em janeiro de 89, quando o desemprego aberto era da ordem de 3,9% no país. Ou com 94, logo após o início do Plano Real, quando chegou a 5,5%.
A boa notícia é que ainda que o número de pessoas trabalhando tenha caído em janeiro, com relação a dezembro, aumentou em 21,7% o número de pessoas procurando trabalho no país. Esse crescimento na procura por uma vaga é considerada positiva, já que demonstra que os desempregados estão confiantes na possibilidade da recuperação econômica e das chances de conseguir um emprego.
A técnica responsável pela PME (Pesquisa Mensal de Emprego) do IBGE, Shyrlene da Silva, considera que está havendo uma recuperação do emprego. O argumento é que houve um crescimento de 2,5% na PEA (População Economicamente Ativa) entre janeiro de 99 e o mês passado, com resultado do aumento de 2,6% no número de pessoas trabalhando.
A economista avalia que o crescimento de 2,6%, diante de um crescimento da população que tem atingido cerca de 1,4% a cada ano, pode ser avaliado como positivo. Desde janeiro de 99, 433 mil pessoas entraram no mercado. Desse total, 423 mil trabalhadores ouvidos pelo IBGE estavam trabalhando, enquanto 10 mil procuravam trabalho.
A economista afirma que a velocidade na criação de postos de trabalho não se dá no mesmo ritmo da destruição. A avaliação é que, com o esperado crescimento da economia, novas vagas surjam no mercado de trabalho.
A PEA inclui os trabalhadores que estão ocupados e também aqueles que estão à procura de emprego na semana em que a pesquisa é realizada. O ligeiro crescimento da ocupação no último ano foi alavancado, sobretudo, pelas variações registradas nos serviços (3,9%), na indústria de transformação (2,2%) e na construção civil (0,8%). Por outro lado, o comércio registrou queda de 2,2% no período.





