Taxa de desemprego se mantém estável em Curitiba
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Andréa Bertoldi <br> Equipe da Folha 
Curitiba - A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) no mês de agosto foi de 3,8% da População Economicamente Ativa (PEA) - quase o mesmo nível do mês anterior (3,7%). O índice de agosto é o menor para o mês na série histórica iniciada em 2002, abaixo do patamar apurado em agosto de 2010 (4,5% da PEA). Os números fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), realizada pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A taxa da RMC - que não integra a média nacional, calculada a partir de seis regiões metropolitanas (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre) - foi, novamente, a menor do País. A desocupação brasileira atingiu 6% da PEA, também o menor patamar para o mês de agosto desde o início da nova série em 2002, igual ao registrado em julho de 2011 e inferior ao de agosto de 2010 (6,7%).
O rendimento médio real (com o desconto da inflação) dos trabalhadores foi de R$ 1.661,90 na RMC em agosto, 1,3% acima do registrado em julho de 2011 e 3,2% abaixo do valor de agosto de 2010. A RMC ostenta o terceiro maior rendimento do País, ficando atrás apenas da Região Metropolitana do Rio de Janeiro (R$ 1.747,80) e de São Paulo (1.719,10) e 2% superior à média nacional. No Brasil, os rendimentos atingiram R$ 1.629,40 em agosto de 2011, com incremento de 3,2% e 0,5% em relação a agosto de 2010 e a julho de 2011, respectivamente.
O presidente do Ipardes, Gilmar Mendes Lourenço, disse que a estabilidade da desocupação e o aumento dos salários reflete a preservação da vitalidade da economia brasileira, mesmo que em ritmo menor do que o apresentado no ano passado e apesar das medidas de restrição monetária implementadas pelo governo federal desde o final de 2010.
Ele destacou ainda o desempenho da construção civil, que teve aumento de 11,2% nas contratações formais nos primeiros oito meses de 2011. O setor responde por 53,2% do aumento do emprego setorial no Paraná, em igual período, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego.


