Taxa de desemprego recua para 10,5%
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sábado, 27 de novembro de 2004
Jacqueline Farid<br>Agência Estado 
Rio de Janeiro - A taxa de desemprego recuou para 10,5% nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em outubro, o nível mais baixo da nova série histórica da pesquisa, iniciada em outubro de 2001. A queda na taxa de setembro (10,9%) para outubro foi puxada pelo setor de construção e elevou a expectativa de que o índice fique abaixo de dois dígitos até dezembro. O rendimento médio real dos trabalhadores caiu 1,2% ante setembro e aumentou 2,6% na comparação com outubro de 2003.
''É um comportamento extremamente positivo para o mercado de trabalho chegar a essa taxa em outubro. Ainda é uma taxa de dois dígitos, ainda há milhões de pessoas procurando trabalho, mas é uma taxa muito favorável'', disse o gerente da pesquisa, Cimar Azeredo Pereira. Em outubro do ano passado, a taxa de desemprego chegou a 12,9%.
A redução do desemprego foi puxada pela queda no número de desocupados (desempregados e procurando trabalho) em todas as bases de comparação em outubro. Houve recuo de 4,1% ante setembro e de 18% ante outubro do ano passado. Neste caso, a maior queda registrada desde março de 2003.
A redução do número dos que procuravam emprego foi resultado especialmente do aumento da ocupação, no indicador comparativo a igual mês do ano passado. Em outubro deste ano, houve redução de 495 mil pessoas procurando trabalho (desocupados) em relação a igual mês do ano passado. O número de ocupados aumentou em 774 mil pessoas no período (mais 4,2%), ou seja, os desocupados foram absorvidos pelo mercado.
Apesar disso, ainda há 2,3 milhões de desocupados na média das seis regiões, já que não houve geração de vagas suficientes para absorver todos os desempregados.
Pereira disse que não pode afirmar que a taxa de desemprego será inferior a dois dígitos no final deste ano, mas adiantou que os resultados de novembro e dezembro historicamente apresentam taxas mais baixas do que outubro, ou seja, o desemprego tende a cair. O analista da Tendências Consultoria, Juan Jensen, disse que a taxa deverá chegar a 9% em dezembro e, quem sabe, poderá ser inferior a dois dígitos já em novembro. ''O desemprego continua caindo, refletindo todo o aquecimento da atividade econômica'', disse.


