A taxa de desemprego ficou em 6,4% em junho. Apesar do racionamento de energia, que levou a ameaças de demissões, o resultado é menor que o registrado em maio, que foi de 6,9%, e é inferior também ao registrado em junho do ano passado, de 7,4%.
Os dados constam da pesquisa mensal de emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada na manhã de ontem. Entre as seis regiões pesquisadas, a taxa de desemprego aumentou apenas em Recife (PE), onde a taxa passou de 7,9% para 8,7%. A expectativa do mercado era de que o desemprego aumentasse.
Segundo a pesquisa, que envolve seis regiões metropolitanas, o número de pessoas procurando trabalho caiu 7,3% em junho, na comparação com maio. Em relação a junho do ano passado, o número de pessoas em busca de emprego diminuiu 14,5%.
Em junho deste ano, o IBGE registrou que 1.166.764 pessoas estavam procurando emprego. Em maio, esse número era de 1.258.899 pessoas. Já o tempo médio de procura de trabalho em junho foi de 21,1 semanas, um pouco acima do registrado em maio (20,8 semanas). O número de pessoas ocupadas cresceu 0,3% em junho, na comparação com maio, e 0,6% na comparação com junho do ano passado.
O número médio de pessoas ocupadas no primeiro semestre foi ainda 1,5% acima do registrado no mesmo período do ano passado. No semestre, o setor de serviços obteve a maior variação positiva (2,4%) no número de pessoas ocupadas, seguido pela indústria de transformação, que cresceu 1,9%.

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