Rio - A taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou em 5,3% no mês de agosto, ante 5,6% em julho e 6% em junho deste ano. O resultado, anunciado ontem, ficou dentro do piso das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que iam de 5,40% a 5,80%. O rendimento médio real dos trabalhadores subiu 1,7% em agosto em relação a julho e 1,3% na comparação com agosto de 2012.
A massa de renda real habitual dos ocupados no País somou R$ 44,2 bilhões em agosto, alta de 2,3% em relação a julho. Na comparação com agosto de 2012, a massa cresceu 2,7%. Já a massa de renda real efetiva dos ocupados totalizou R$ 44 bilhões em julho, com alta de 3% sobre o mês anterior. Na comparação com julho de 2012, houve aumento de 2,7% na massa de renda efetiva. O rendimento médio do trabalhador foi de R$ 1.883,00 em agosto, alta de 1,7% em relação a julho.

Poder de compra
O avanço de 1,7% na renda média habitual do trabalhador no mês de agosto em relação a julho foi possível devido ao arrefecimento da inflação no mês. "Há um ganho no poder de compra da população", avaliou o gerente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE, Cimar Azeredo.
Em agosto, a renda média ficou em R$ 1.883,00, enquanto em julho foi de R$ 1.851,01. Ele pondera, no entanto, que o crescimento poderia ter sido ainda maior, se a desaceleração da inflação tivesse sido mais intensa. Em 2013, a média para os primeiros oito meses do ano é de R$ 1.871,50, já ajustada pela inflação. O valor é 1,5% superior ao de 2012, de R$ 1.843,99.
Já a desaceleração na taxa de desemprego, que ficou em 5,3% em agosto ante 5,6% em julho, é consequência de uma redução na população desocupada. "O que contribui para a retração da taxa de desocupação foi a queda significativa no contingente de desocupados", afirma Azeredo. Na comparação com julho, a queda foi de 83 mil pessoas (-6,0%), apesar de avanço de 0,6% em relação a agosto de 2012. "Foi a menor taxa de desocupação para um mês de agosto, juntamente com agosto de 2012, quando a taxa já havia sido de 5,3%", ressalta Azeredo. "É a primeira inflexão significativa da taxa".
Apesar disso, o aumento da população ocupada, segundo o gerente da pesquisa, não refletiu um impacto tão significativo. Em relação a julho, houve acréscimo de 90 mil pessoas ao mercado de trabalho, avanço de 0,4%. Em relação a agosto de 2012, foram criadas 274 mil vagas (+1,2%). Já a população em idade ativa se manteve estável ante julho e cresceu 0,9% (369 mil) ante agosto de 2012).
"A ocupação cresce em ritmo menor", destaca Azeredo. "Embora a população ocupada tivesse em um ano crescimento acima da população em idade ativa, isso não foi suficiente para gerar impacto significativo. O nível de ocupação ficou estável." Outro destaque, segundo Azeredo, foi o avanço dos trabalhadores com carteira assinada, com alta de 3,1% ante agosto de 2012 e de 0,9% ante julho. Hoje, esse contingente representa 50,4% do mercado, de acordo com a pesquisa.

Imagem ilustrativa da imagem Taxa de desemprego fica em 5,3% em agosto
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