A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) foi a menor entre sete capitais avaliadas na Pesquisa Mensal de Emprego divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). Na capital do Estado, o índice de setembro foi de 3,2% - o menor da série histórica iniciada em 2002 - e inferior também aos 3,3% de agosto. Já a taxa nacional média foi de 5,4%, alta de 0,1% no comparativo ao mês anterior.
Entre as outros levantamentos municipais (veja o quadro), Porto Alegre foi a capital com maior proximidade de Curitiba, com 3,6% na taxa de desocupação. Na sequência estão Belo Horizonte (4%), Rio de Janeiro (4,4%) e Recife, com 5,7%.
De acordo com o diretor do Centro Estadual de Estatística do Ipardes, Daniel Nojima, os índices paranaenses atingiram um patamar bastante reduzido e o Estado está conseguindo manter tais números. ''Estamos bem abaixo da média nacional e geralmente fazemos nossos comparativos com Porto Alegre. Como o mercado de trabalho está bastante aquecido, está sendo possível absorver uma mão de obra de faixa etária até mais elevada'', declarou.
Soma-se a este fator, segundo o diretor do Ipardes, o menor crescimento demográfico da RMC associado a forte evolução da economia nacional. ''O aquecimento no mercado de trabalho em nossa região está ligado neste momento aos setores de comércio e serviços. Em contrapartida, o crescimento demográfico está um terço menor do que há alguns anos.''
Por outro lado, mesmo com a média nacional da desocupação ser considerada baixa, a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) no País para este ano deve fechar em 1,5%. Nojima explicou que este ''descompasso'' entre os dois números é justificado pelo fraco desempenho industrial neste momento. ''O desemprego está baixo mas mesmo assim estamos crescendo pouco devido ao PIB estar intimamente ligado ao setor industrial, que é atrelado ao desempenho do mercado externo.''
Já o rendimento médio da RMC apresentou variação positiva entre os meses de agosto e setembro e atingiu o valor de R$ 1.925,20, contra a média nacional de R$ 1.771,20. O diretor do Ipardes disse que quase todos os setores estão apresentando altas médias salariais, além da indústria. ''O setor de serviços atingiu a casa dos R$ 2,2 mil e o comércio R$ 1,8 mil, por exemplo. Estas faixas elevadas em diversos segmentos é prova do aquecimento geral da nossa economia.''
Para o fechamento deste ano, o Ipardes acredita que a taxa de desocupação paranaense deve ficar mesmo entre 3% e 3,5%. ''Este final de ano a taxa pode até ser reduzida, já que as contratações naturalmente aumentam no período'', complementou Nojima.

Imagem ilustrativa da imagem Taxa de desemprego em Curitiba é menor entre capitais
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