Taxa de desemprego é a menor do ano
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quinta-feira, 26 de outubro de 2000
Agência Estado De São Paulo 
A taxa de desemprego calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) caiu de 7,1% em agosto para 6,7% em setembro. Foi o menor desemprego desde os 6,28% de dezembro do ano passado. Foi também a menor taxa para um mês de setembro nos últimos três anos. Em setembro do ano passado, o desemprego ficou em 7,4%.
Como o desemprego sempre diminuiu no fim do ano e esta taxa de setembro foi menor que a do ano passado, o desemprego em dezembro deste ano deve ser menor que o do ano passado, explicou a economista Shyrlene Ramos de Souza, responsável pela pesquisa.
Em São Paulo, o desemprego caiu de 7,5% para 6,9%. No Rio, de 5,4% para 4,7%. De agosto para setembro, o IBGE estima que houve um crescimento de cerca de 88 mil no número de pessoas trabalhando e de 844 mil no acumulado dos últimos doze meses nas seis regiões metropolitanas pesquisadas, que incluem Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre. O desemprego está diminuindo porque as pessoas estão conseguindo ocupação, disse Shyrlene.
Ela considera que, apesar do mercado de trabalho estar melhorando, não é possível ainda considerar baixa a taxa de desemprego. Essa taxa de 6,7% não é uma taxa alta, mas ela também não é tão baixa, disse Shyrlene. Pela série histórica da taxa para meses de setembro, ela só é mais baixa, desde 1983 que os anos de 1983, 1984, 1998 e 1999.
Em relação a agosto deste ano, porém, não só o desemprego no mês passado diminuiu como também a qualidade do emprego melhorou, segundo a pesquisa. O número de empregados com carteira assinada cresceu 1,1%. O mesmo movimento foi percebido entre os trabalhadores por conta própria, que cresceram 1,4%. No sentido contrário, o número de trabalhadores de carteira assinada caiu 0,9%.
A pesquisa do IBGE também mostra que está ocorrendo um acompanhamento do crescimento dos setores produtivos da economia pelo crescimento do número de trabalhadores. De janeiro a setembro houve um crescimento de 4,4% relativamente ao mesmo período do ano passado.
No comércio o aumento foi de 5%; nos serviços, de 4,2%; na indústria, de 3,7%; e na construção civil, de 2,2%. Com isso, de janeiro a setembro, a média do desemprego aberto ficou em 7 5%. No mesmo período do ano passado, a taxa tinha alcançado 7 7%.
O IBGE também divulgou que o rendimento médio real dos trabalhadores ficou estável de julho para agosto com pequena queda de 0,2%. Ainda há muita gente desempregada e quando há muita oferta de mão-de-obra, a tendência dos salários é ficarem baixos, disse Shyrlene.


