A taxa de desemprego calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) caiu de 7,1% em agosto para 6,7% em setembro. Foi o menor desemprego desde os 6,28% de dezembro do ano passado. Foi também a menor taxa para um mês de setembro nos últimos três anos. Em setembro do ano passado, o desemprego ficou em 7,4%.
‘‘Como o desemprego sempre diminuiu no fim do ano e esta taxa de setembro foi menor que a do ano passado, o desemprego em dezembro deste ano deve ser menor que o do ano passado’’, explicou a economista Shyrlene Ramos de Souza, responsável pela pesquisa.
Em São Paulo, o desemprego caiu de 7,5% para 6,9%. No Rio, de 5,4% para 4,7%. De agosto para setembro, o IBGE estima que houve um crescimento de cerca de 88 mil no número de pessoas trabalhando e de 844 mil no acumulado dos últimos doze meses nas seis regiões metropolitanas pesquisadas, que incluem Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre. ‘‘O desemprego está diminuindo porque as pessoas estão conseguindo ocupação’’, disse Shyrlene.
Ela considera que, apesar do mercado de trabalho estar melhorando, não é possível ainda considerar baixa a taxa de desemprego. ‘‘Essa taxa de 6,7% não é uma taxa alta, mas ela também não é tão baixa’’, disse Shyrlene. Pela série histórica da taxa para meses de setembro, ela só é mais baixa, desde 1983 que os anos de 1983, 1984, 1998 e 1999.
Em relação a agosto deste ano, porém, não só o desemprego no mês passado diminuiu como também a qualidade do emprego melhorou, segundo a pesquisa. O número de empregados com carteira assinada cresceu 1,1%. O mesmo movimento foi percebido entre os trabalhadores por conta própria, que cresceram 1,4%. No sentido contrário, o número de trabalhadores de carteira assinada caiu 0,9%.
A pesquisa do IBGE também mostra que está ocorrendo um acompanhamento do crescimento dos setores produtivos da economia pelo crescimento do número de trabalhadores. De janeiro a setembro houve um crescimento de 4,4% relativamente ao mesmo período do ano passado.
No comércio o aumento foi de 5%; nos serviços, de 4,2%; na indústria, de 3,7%; e na construção civil, de 2,2%. Com isso, de janeiro a setembro, a média do desemprego aberto ficou em 7 5%. No mesmo período do ano passado, a taxa tinha alcançado 7 7%.
O IBGE também divulgou que o rendimento médio real dos trabalhadores ficou estável de julho para agosto com pequena queda de 0,2%. ‘‘Ainda há muita gente desempregada e quando há muita oferta de mão-de-obra, a tendência dos salários é ficarem baixos’’, disse Shyrlene.