Taxa de desemprego da RMC mantém-se em 8%
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quinta-feira, 23 de outubro de 2003
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba A taxa de desemprego da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) se manteve estável em setembro, atingindo os mesmos 8,4% de agosto. Esta é a menor taxa entre as sete regiões brasileiras pesquisadas. A média nacional de desocupação ficou na casa dos 12,9%. Apesar de ter a menor taxa de desemprego do País, a RMC contava, em setembro, com 114 mil pessoas à procura de uma oportunidade de trabalho. Os dados são da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), realizada pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar de a taxa de desemprego na RMC se manter estável, o número de pessoas ocupadas subiu no mês passado em comparação com agosto (1,2%). Porém, a razão para o número de desempregados não cair, segundo a diretora do Centro de Estatística do Ipardes, Sachiko Arake Lira, é o fato de a população economicamente ativa também ter aumentado (1,3%). Dentro do total pesquisado em setembro, 72,9% eram empregados, 20,2% autonômos e 5,7% empregadores. Ao contrário de agosto, no mês passado o número de empregados com registro em carteira aumentou em 2,8% e sem registro apresentou queda de 5,4%. Em agosto, esses números haviam sido -0,8% e 8,3%, respectivamente.
A atividade que mais empregou em setembro foi a construção civil, com alta de 3,9%. Sachiko especula que o aumento do número de empregos desse setor, que está em crise, pode ser no segmento informal. Os outros crescimentos em postos de trabalho ficaram por conta da intermediação financeira e atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas (2,7%), serviços domésticos (2,2%), indústria extrativa e de transformação e produção e distribuição de eletricidade, gás e água (1,7%) e outros serviços (3,1%). O segmento do comércio, reparação de veículos automotivos e de objetos pessoais e domésticos e comércio varejista de combustíveis se manteve estável e a única queda foi no setor de administração pública, defesa, seguro social, educação, saúde e serviços sociais (-3,2%).
O salário real do trabalhador da RMC em setembro foi de R$ 782,20, uma alta mínima em relação a agosto, quando o trabalhor estava ganhando R$ 779,94. O salário recebido pelo empregados do setor privado aumentou em 1,6%, sendo que os que possuem carteira assinada não tiveram acréscimo e os sem registro receberam um aumento de 6,9%. Já os trabalhadores autônomos tiveram um aumento de 1,8% nos seus ganhos.


