Taxa de desemprego cresceu 12% desde o início do Real
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 30 de julho de 1997
Agência Estado Rio de Janeiro 
A taxa média de desemprego aberto em junho foi de 6,09%, equivalente a um crescimento de 12% sobre a de junho de 1994 (5,46%), quando foi lançado o Plano Real, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada ontem, indicam também um ligeiro crescimento da taxa média de desemprego em junho com relação ao verificado em maio deste ano (6%).
Pela avaliação da coordenadora da Equipe de Análise Conjuntural do IBGE, Shyrlene Ramos de Souza, essas variações, estatisticamente, não foram significativas. A opinião, no entanto, não é compartilhada pelo economista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Cláudio Salm, especialista em mercado de trabalho. O crescimento, mesmo não tendo sido alto, é grave porque nesta época do ano a taxa de desemprego normalmente começa a decrescer por causa do aquecimento na indústria e no setor de serviços, diz ele. Se mesmo agora, quando devia estar caindo, o desemprego sobe, a situação está feia.
Segundo Salm, o decréscimo sazonal dos índices de desemprego nos últimos anos estendeu-se de junho a dezembro, com a única exceção das taxas de 95, ano considerado atípico, caracterizado pelo freio na economia depois da grande expansão de 94, com o Real.


