Taxa de credenciadoras deve cair entre 30% e 35%
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quarta-feira, 30 de junho de 2010
Célia Froufe<br>Agência Estado 
São Paulo - A taxa de desconto, paga pelos comerciantes às empresas credenciadoras de cartões, deve cair entre 30% e 35% em um ou dois anos, na expectativa do presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, Roque Pellizzaro Junior. A projeção foi feita porque, a partir de hoje, os lojistas de todo o País poderão ter apenas uma máquina de cartões de crédito, independentemente da bandeira do cartão de seus clientes. Essa mudança, aguardada há anos pelo mercado, deve representar uma redução de custos para os comerciantes e, consequentemente, para os consumidores.
Atualmente, esta taxa varia entre 3,5% e 5% por compra, de acordo com ele, excluindo-se os 100 grandes varejistas e os postos de gasolina, que possuem contratos diferenciados. ''Já estamos fazendo um alerta aos lojistas para que, os que conseguirem redução dessa taxa, a repassem logo para o consumidor'', disse o presidente da CNDL em entrevista à Agência Estado. Como o varejo é um setor altamente competitivo, segundo ele, o reflexo da diferença de preços se dará no aumento da base de clientes.
Pellizzaro Junior salientou, no entanto, que o comerciante precisa estar atento para não se deixar influenciar apenas por descontos em aluguéis das máquinas (POS, de point of sale, na sigla em inglês). ''O aluguel é apenas a ponta do iceberg e aceitar apenas esse desconto é cair no conto do vigário'', avaliou. De acordo com ele, para uma loja que tenha faturamento mensal de R$ 150 mil, o custo do aluguel é insignificante.
O presidente da CNDL projeta que as duas maiores empresas do setor (Redecard e Cielo) perderão nos próximos seis meses 50% de sua base de clientes. Ele salientou que, mesmo que grandes redes mantenham a opção das duas máquinas em suas unidades, o pequeno comércio é muito mais numeroso e é o que tende a optar por uma ou outra credenciadora. De acordo com ele, existem 3,5 milhões de POS no mercado hoje. ''Por isso há tanta propaganda ultimamente. Li outro dia que a indústria despendeu R$ 150 milhões em propaganda neste semestre e antes ela não gastava nem um centavo'', comparou.


