Taxa de 0,99% é forte atrativo
O gerente-geral da Maracaju Veículos, de Londrina, Cláudio Rodrigues, afirma que desde o início deste mês, quando as taxas de juros começaram a cair - na Ford, estão em 1% ao mês - e as montadoras deram início às promoções, aumentou a procura dos clientes. O índice vale para leasing na compra dos compactos Ka e Fiesta. Segundo o gerente, esta taxa permitiu que muitos consumidores tivessem acesso ao carro zero. Para facilitar a compra, a revenda aceita o usado como entrada. Existe também a possibilidade de o cliente comprar um modelo novo, dar o usado como entrada, ficar com a diferença - capitalizando-se - e financiar um valor maior junto à concessionária, à taxa menor que nos bancos.É uma facilidade que está sendo muito bem aceita, ainda mais numa época dessas, diz Cláudio Rodrigues.
O gerente comercial da Igapó - revenda Chevrolet -, Jorge Fuganti Neto, está otimista com os resultados dos últimos dias. Ele informa que desde o início de novembro a procura aumentou e já há modelos em falta, como a S-10 cabine dupla, Blazer e o novo Astra. A expectativa é de que o movimento mantenha esse ritmo também em dezembro, um mês forte de vendas.
O consumidor está preferindo trocar de carro a fazer a manutenção. A compra oferece facilidades e a garantia dos automóveis zero quilômetro, afirma. Os juros variam de 0,99% a 3,64%, de acordo com o modelo. O financiamento, também variável, pode ser feito em 12, 24 ou 36 meses. O gerente de vendas da Cipasa, que comercializa a linha Volks, Domingos Basseto, diz que os consumidores estão percebendo que as taxas dos bancos são compensadoras. Segundo ele, houve uma redução de aproximadamente 50% no valor dos juros para a compra de carro. Além disso, informa o gerente, há consumidores receosos de que possa haver um aumento da alíquota do IPI a partir de janeiro de 99, o que elevaria os preços dos automóveis novos.
São vários os casos de clientes que estão trocando de carro para as férias de fim de ano, afirma. Na linha Volks, modelos como a Parati e o Passat - carros dirigidos à família -, não estão disponíveis mais para pronta entrega. Para o diretor-superintendente da Marajó e Bella Via Veículos - revenda Fiat -, Flávio Meneguetti, as taxas de juros cobradas hoje pelas montadoras são as mais baixas do últimos 24 meses. Para facilitar a compra, diz ele, a garantia dos veículos também está sendo estendida.
É um esforço conjunto das fábricas e das revendas, afirma. Além dos juros menores, Meneguetti informa que o carro popular custa hoje o mesmo preço de quando foi lançado em 92, através da redução do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI). O primeiro carro popular, o Uno Mille, tinha quatro marchas e carburador e custava US$ 7,5 mil. Hoje, informa ele, o carro equivalente é o Mille 99, que custa US$ 7,6 mil, com equipamentos de série e injeção eletrônica.
Em termos reais o carro popular custa menos e tem muito mais tecnologia agregada, afirma Meneguetti. Para ele, trata-se de uma redução concreta do preço do veículo popular.(P.L.)





