Taxa cobrada na compra de bens disparou
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2006
Ana Paula Ribeiro<br> Folhapress 
Brasília - A taxa de juro cobrada do consumidor na hora da aquisição de bens (exceto veículos) disparou em dezembro, mês que as pessoas usam mais essa modalidade de crédito por conta das compras de final de ano. A taxa passou de 56,4% em novembro para 65,2% em dezembro, segundo levantamento feito pelo Banco Central.
A elevação ocorreu mesmo com o processo de ajuste da Selic, iniciado em setembro. Em dezembro, a taxa básica de juros da economia brasileira sofreu um corte de 0,5 ponto para 18% ao ano. Neste mês, a taxa caiu para 17,25% ao ano.
Também no mês passado foi verificado um aumento de 2% no volume de crédito destinado a essas operações, para R$ 10,251 bilhões.
A taxa cobrada para aquisição de bens foi a única que sofreu elevação no mês passado. As demais sofreram queda ou ficaram estáveis. Esse foi o caso da praticada na modalidade aquisição de veículos, que recuou apenas 0,1 ponto percentual, para 34,8% ao ano.
A taxa cobrada para operações de crédito pessoal passou de 68,7% em dezembro para 67,3% em dezembro. Estão incluídas nessas operações os empréstimos consignados -com desconto direto em folha de pagamento-, que tiveram um recuo menor, de 36,9% ao ano para 36,4% ao ano em dezembro.
A queda no cheque especial, a mais alta de todas, alcançou 1,7 ponto percentual, para 147,5% ao ano.
A taxa média cobrada nas operações para a pessoa física ficou em 59,3% ao ano em dezembro, queda de 1,1 ponto percentual.
Já a taxa de juros cobrada das empresas (pessoa jurídica) caiu de 32,4% ao ano em novembro para 31,7% ao ano em dezembro.
O spread - diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa efetiva cobrada dos clientes - caiu no mês passado, e passou de 43,2 pontos percentuais para 42,8 pontos percentuais. Para as empresas a queda foi menor, de 0,2 ponto, para 14 pontos percentuais.
Já a taxa de inadimplência ficou praticamente estável no mês passado. Para as empresas, a taxa foi de 2% e para as pessoas físicas, de 6,8%, alta de 0,1 ponto percentual.


