O segmento de consórcios tem crescido cerca de 30% ao ano, segundo avaliação do gerente regional do Consórcio União, Carlos Alberto Garcia. ‘‘Acredito que o consórcio é um negócio mais transparente, em que o cliente sabe exatamente o quanto vai pagar e o quanto falta para quitar seu imóvel, sem obter no final um valor devasado de mercado’’, garante.
As cartas de crédito variam de R$ 20 mil a R$ 100 mil, com taxas administrativas entre 15% e 17%. Esse percentual varia bastante de empresa para empresa. A Unifisa, por exemplo, cobra uma taxa de 28%.
Os prazos do consórcio variam, em média, de 50 a 132 meses. No caso de um crédito de R$ 30 mil, a mensalidade fica em torno de R$ 294,00 (incluíndo taxa administrativa, seguro e fundo de reserva). A correção das parcelas e do crédito é feita anualmente pelo Índice Nacional da Costrução Civil (INCC), variando de 5% a 6%.
Em caso de desistência do consórcio, o cliente recebe o dinheiro investido, corrigido pela taxa Selic, no final do prazo estipulado. ‘‘Em média, temos de 20% a 23% de desistência e cabe a empresa administradora arranjar substitutos para não prejudicar o grupo consorciado’’, afirma Garcia.
Determinações do Banco Central recomendam que a renda mínima do cliente seja três vezes maior que o valor da mensalidade do consórcio, mas normalmente a comprovação de renda só é exigida após contemplação.

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