Tarifas telefônicas ficarão sem aumento em 98, garante Anatel
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quinta-feira, 12 de março de 1998
Agência Estado 
As tarifas telefônicas não terão reajuste este ano, segundo presidente interino da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Luiz Francisco Perrone. As tarifas cobradas hoje pelas companhias telefônicas para o serviço convencional vão continuar valendo como teto até, pelo menos, abril de 1999. As empresas poderão, no entanto, cobrar preços inferiores. A partir do ano 2000, as companhias telefônicas, já privatizadas, terão que repassar os seus ganhos de produtividade aos usuários, o que deve levar a uma queda permanente das tarifas num cenário de estabilidade econômica.
Ao divulgar ontem as minutas dos contratos de concessão que serão firmados entre a Anatel e as empresas de telefonia fixa antes da privatização, estabelecendo compromissos para os compradores do Sistema Telebrás, Perrone informou que o reajuste das tarifas só vai acontecer num prazo de 12 meses após a assinatura desses contratos, programada para o fim do próximo mês. A Anatel não vai criar nova cesta de tarifas para a privatização.
As tarifas cobradas atualmente pelas operadoras de telefonia fixa estão em vigor desde meados do ano passado. A assinatura básica residencial, por exemplo, é de R$ 10, sem impostos, desde 19 de maio de 1997, e esse valor deve permanecer como teto até abril de 1999. Só então será admitido o reajuste, que será fixado com base no IGP-DI, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).


