Tarifas subiram 10% este ano no Paraná
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quinta-feira, 06 de julho de 2000
Carmem Murara De Curitiba 
Os paranaenses encerraram o primeiro semestre deste ano pagando em média 10% a mais nas tarifas públicas. Todos os serviços como água, luz, transporte coletivo, telefone e pedágio tiveram aumentos que extrapolam os índices de inflação, que devem ficar em 2%. A única boa notícia para o consumidor foi a redução da alíquota da CPMF que passou de 0,38% para 0,30%. Em compensação o pedágio nas rodovias estadualizadas ficou em média 113% mais caro.
O tarifaço acabará repercutindo nos índices de inflação no final do ano. O governo federal estima fechar o ano com inflação em torno de 6%, conforme meta estipulada pelo Ministério da Fazenda. Se este percentual se confirmar, o aumento de tarifas será responsável por três pontos percentuais no somatório final. O cálculo foi feito pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).
O peso das tarifas para os paranaenses foi mais sentido no preço da energia elétrica, que teve o maior reajuste do País com 15,4%. Considerando que houve uma adequação da tarifa no início do ano, o consumidor paga hoje 13,8% a mais em relação a dezembro do ano passado.
O segundo maior reajuste de tarifa no Estado afeta apenas o bolso dos curitibanos. Eles estão pagando 11% a mais para andar de ônibus. Desde o Plano Real, o transporte coletivo ficou 150% mais caro contra uma inflação acumulada de 90%. Quem anda de táxi está pagando 25% a mais pela bandeirada inicial e 12% pelo quilômetro rodado.
Telefone também é um dos serviços mais caros. O reajuste no pulso foi de 3,4%, enquanto a assinatura residencial subiu 19,8%. Esta última não pode ser evitada pelo consumidor que, ao contrário dos pulsos, é obrigado a pagá-la utilizando ou não o telefone durante o mês.
Água e esgoto, mesmo com racionamento provocado pela seca, não teve jeito. Ficaram mais caros também. O reajuste foi de 3% e representa o parcelamento do reajuste de dezembro do ano passado. Até o final deste ano, deve haver novo aumento. Devido a promoções, descontos, concorrência e até sonegação e adulteração, o combustível fecha o semestre com redução de 2,4% no preço em relação a dezembro de 1999. Mas a alegria vai durar pouco, pois o governo federal anuncia nos próximos dias um novo reajuste que ficará entre 18% e 21%..


