Curitiba - Os preços das tarifas públicas e de preços monitorados apresentaram ligeira queda no mês passado em Curitiba, comparando-se a outubro. No geral, eles caíram 0,06%, principalmente por uma redução nos gastos com transporte coletivo devido aos feriados de novembro. Em todo o ano, os preços acumulam aumento de 1,05%. Como a tendência de leve retração deve ser mantida em dezembro mesmo com o reajuste do pedágio, a cesta de tarifas deve fechar o ano com aumento menor do que a inflação.
  Os resultados da pesquisa sobre preços administrados e monitorados, a chamada cesta de tarifas públicas, foram divulgados ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pelo Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR), responsáveis pelo levantamento. No mês passado, três dos serviços pesquisados tiveram redução em relação a outubro. Entre eles o diesel, com queda de 0,11% e a gasolina, com -0,08%. Mas o que mais contribuiu para a retração geral de 0,06% foi a redução de 0,19% nos gastos com transporte coletivo, já que o mês teve menos dias úteis por conta de dois feriados.
  Até novembro, os valores das tarifas públicas acumularam aumento de 1,05%. Para dezembro, apesar do aumento da tarifas de pedágio, que variam entre 4,13% e 11,4%, a cesta de serviços deve apresentar novamente uma ligeira queda, outra vez por causa do transporte coletivo, já que o mês terá menos dias úteis. Além disso, os valores do pedágio pesam com somente 4,43% do valor total dos serviços calculado pela pesquisa. Com isso, o Dieese e o Senge-PR estimam que ela feche 2007 com alta de cerca de 1%. Índice que será menor do que a inflação do ano, que deve ficar em todo de 4,5% segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
  O presidente do Senge-PR, Ulisses Kaniak, afirma que este será o terceiro ano consecutivo em que as tarifas públicas e os preços monitorados subirão abaixo da inflação. Apesar disso, o histórico destes preços ainda é desfavorável ao consumidor. ‘‘Temos que considerar que nos dez anos anteriores os preços subiram acima da inflação. Portanto, isso ainda é pouco perto do acumulado’’, disse.

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