Curitiba As tarifas públicas como energia, água e combustíveis tiveram uma queda de 0,29% em Curitiba no mês de janeiro. Nos últimos 12 meses, o índice apresentou uma alta de 4,75%, porcentual inferior a inflação do período que foi de 5,70% para o IPCA e 4,85% para o INPC. De acordo com o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), Sandro Silva, os principais itens que levaram a queda de janeiro foram o fim do seguro-apagão cobrado nas contas de energia e a redução de 0,71% no custo com transporte coletivo.
Na Capital, dependendo do número de finais de semana que há no mês, o transporte influencia na cesta de tarifas porque, aos domingos o valor da passagem é menor (R$ 1 contra R$ 1,80 nos dias úteis e sábados). Energia e transporte foram os itens que mais influenciaram na composição do índice de cesta de tarifas porque têm um peso maior entre os itens pesquisados. Em janeiro, o custo da cesta de tarifas para uma família foi de R$ 483,75%.
O presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR), Ulisses Kaniak, classificou como ''absurdo'' o aumento do álcool na Capital que subiu 12,05% só no mês de janeiro. ''O álcool está em alta desde julho de 2005 e não estamos no pior período de entressafra'', disse. Nos últimos 12 meses, o produto subiu 40%.
Enquanto o valor médio da gasolina em janeiro em Curitiba foi de R$ 2,38 o do álcool chegou a R$ 1,76. A gasolina que era vendida a R$ 2,29 na Capital, na última semana foi para R$ 2,47. Em janeiro, o Paraná teve o quarto preço mais baixo da gasolina entre todos os estados com valor médio do litro em R$ 2,40. Curitiba ficou com o segundo preço médio mais baixo (R$ 2,38) e só perdeu para Colombo (2,36). Londrina teve o sétimo preço mais baixo do Estado com média de R$ 2,43.
No caso do álcool, o Estado registrou o sétimo preço mais barato do Brasil com média de R$ 1,76. Em janeiro, o valor médio do álcool em Curitiba foi o nono mais barato (R$ 1,75) e Londrina teve o terceiro preço mais barato (R$ 1,72%). Além do álcool e gasolina, também aumentaram o gás de cozinha (0,23%), a mensalidade do celular (2,10%), o valor do minuto do celular pós-pago (1,82%) e o valor do minuto do pré-pago (3,52%)
Para fevereiro, entretanto, a estimativa do Dieese é que haja queda no índice da cesta básica mas tudo vai depender do comportamento dos preços da gasolina.
Telefonia fixa - A estimativa do Senge-PR é que com as mudanças que vão ocorrer no setor de telefonia fixa a partir de março, o serviço fique mais caro para o consumidor final. A partir do próximo mês inicia o processo de mudança da cobrança de pulsos para minutos.

mockup