Curitiba - As tarifas públicas tiveram uma queda de 0,28% em setembro na Capital provocada principalmente pela estabilidade nos preços dos combustíveis. A gasolina registrou uma pequena queda de 0,08% no mês passado, o diesel de 0,72% e o álcool de 0,15%. Apenas o gás de cozinha teve uma pequena elevação de 0,20%. No ano, a cesta de tarifas subiu 0,67% e nos últimos 12 meses de 2,27%, índices abaixo da inflação do período.
O índice teve redução no mês passado depois de apresentar cinco meses consecutivos de alta. Os dados foram divulgados ontem pelo Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR) em conjunto com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
O presidente do Senge-PR, Ulisses Kaniak, lembrou que a gasolina subiu muito em julho e estabilizou em um patamar alto. No mês passado, Curitiba foi a 14 cidade do Estado com gasolina mais cara, com preço médio de R$ 2,46 e margem média de lucro dos postos de R$ 0,38. Em Londrina, o preço médio foi o 21º mais caro e fechou setembro em R$ 2,43. O economista do Dieese, Sandro Silva, lembrou que Curitiba e Região Metropolitana sempre têm os preços mais baratos que a média do Estado por estarem perto da unidade de Petrobras em Araucária. Mas, no mês passado isso não ocorreu. A média de preço do Estado para a gasolina foi de R$ 2,46.
Entre as 16 capitais pesquisadas pelo Dieese, Curitiba teve o oitavo preço mais caro para a gasolina e a quarta maior margem de lucro dos postos. Na distribuidora, o preço médio foi o segundo mais barato. Nos últimos 12 meses, a Capital teve o maior reajuste (5,92%) entre 16 capitais pesquisadas. Silva destacou que a margem de lucro histórica para os postos é de 9%. Caso fosse aplicada a margem de 11% que tinha sido determinada anteriormente pelo Ministério Público Estadual, hoje o litro do produto deveria custar R$ 2,30. De acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), na semana passada, os postos estavam com margem média de lucro de 18,88% para a gasolina.
No caso do álcool, Curitiba teve o 9º maior preço médio (R$ 1,37) com margem de lucro dos postos de R$ 0,34. Londrina ficou com a 19 posição e fechou setembro com preço médio de R$ 1,26. Em Curitiba, a margem de lucro média dos postos para o álcool era de 34,18% na semana passada.
Nos últimos 12 meses, os maiores aumentos foram verificados nos Correios (9,09%), gasolina (5,92%) e transporte coletivo (4,49%). As maiores reduções ficaram com a energia elétrica (-1,33%) e o gás de cozinha (-0,84%). Segundo Kaniak, a tarifa de água e esgoto não sobe desde fevereiro de 2005, o que tem contribuído para que a cesta de tarifas não suba tanto. Para outubro, a estimativa é que as tarifas públicas tenham alta de 0,42% provocada principalmente pelo aumento do telefone fixo de 1,06%.

mockup