Curitiba - As tarifas públicas e serviços com preços administrados e monitorados apresentaram queda de 0,31%, em janeiro, principalmente em função da redução no preço do álcool (-2,96%) e da gasolina (-1,62%). Outro produto da cesta que apresentou queda foi o gás de cozinha (-0,10%). Os demais não tiveram variação. A última deflação nos preços havia sido registrada em setembro do ano passado. Os números foram divulgados ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em conjunto com o Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR).
Mesmo com a deflação, em janeiro, nos últimos 12 meses, os preços administrados e monitorados acumulam variação superior aos índices inflacionários: 10,04%, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 8,27% e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) foi de 7,28%.
A má notícia para os curitibanos é que, apesar de pequena, a variação em fevereiro deverá ser positiva 1,27% , por conta das estimativas de aumentos nas tarifas de energia elétrica (2,87%), de água e esgoto (7,80%) e do pedágio (13,66%).
O economista do Dieese, Sandro Silva, lembrou que para a estimativa de fevereiro foi considerada a manutenção da tendência de queda no preço dos combustíveis, o que deve ajudar a segurar a variação da cesta de serviços em um patamar baixo. Já com relação à tarifa de energia elétrica, ele destacou que está sendo repassado o aumento que o governo não autorizou em 2004. A tarifa mínima de água e esgoto, observou o técnico, já deveria ter sido reajustada em janeiro e a previsão era de aumento entre 7% e 12%, mas o governo do Estado só permitiu reposição próxima ao IPCA: 7,60%.
Com os resultados de janeiro, o Dieese calcula que o custo dos serviços públicos com preços administrados por contrato e monitorados para uma família curitibana foi de R$ 463,65. Caso se confirme a estimativa de aumento, a cesta de serviços passaria a custar R$ 469,53, em fevereiro.

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