Tarifas públicas têm deflação
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sexta-feira, 08 de outubro de 2004
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba Os preços das tarifas públicas, em Curitiba, tiveram deflação de 0,49% em setembro, a segunda queda de preços no ano. A queda na gasolina foi o principal fator de baixa dos preços administrados, após uma tentativa de aumento da margem de lucro dos postos de combustíveis, ocorrida no mês anterior, afirmou o economista Sandro Silva, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), que pesquisa os preços das tarifas públicas em parceria com o Sindicato dos Engenheiros (Senge).
No mês de setembro, a gasolina teve uma queda de 6,63% em relação ao mês anterior, fato que o Dieese interpretou como um recuo por parte dos postos de combustíveis em ampliar a margem de lucro, diante da ação do Ministério Público. A margem de lucro registrada em agosto, de R$ 0,275 por litro de gasolina caiu para R$ 0,16 por litro. Na média do mês de agosto, a margem de lucro da gasolina recuou para 9%, que é a margem tradicionalmente praticada durante o ano, analisou Silva. O preço do gás de cozinha também recuou 1,36% por causa da concorrência de mercado. De acordo com o Dieese, o mercado sinaliza que os preços do gás vão continuar em queda no mês de outubro.
Por outro lado, pressionou o índice da cesta de tarifas o aumento nos preços dos correios, onde a taxa de envio de carta simples foi elevada em 10%, passando de R$ 0,50 para R$ 0,55. O aumento do taxi, ocorrido no final de agosto, provocou impacto de 5,30% no mês de setembro e o telefone também teve alta de 3,76% no pulso e 3,77% na assinatura básica.
De janeiro a setembro deste ano, os ônibus urbanos registraram variação acumulada no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2,48%, ante 18,37% em igual período do ano passado. Curitiba teve o maior índice de reajuste nas tarifas de ônibus urbano no período (15,15%) entre as capitais.(Com Agência Estado)


