Curitiba - Os gastos gerais com tarifas públicas no ano passado tiveram um aumento de 0,90% em Curitiba, reajuste que ficou bem abaixo da inflação medida para o período, que foi de 4,46%. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconomicos (Dieese), um dos principais motivos para que os preços não subissem mais foi a redução nos valores da energia elétrica. Para 2008, a expectativa é que as tarifas tenham reajuste semelhante ao da inflação, que deve ficar em torno de 4,5%.
Os resultados do levantamento de preços administrados e monitorados foram divulgados ontem pelo Dieese, em parceria com o Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR). Pelo terceiro ano consecutivo as tarifas públicas tiveram reajustes menores do que a inflação. O Dieese afirma que a redução dos preços da energia elétrica residencial, estebelecido ainda em 2006, teve impacto crucial para segurar o aumento das tarifas.
Além disso, a desvalorização cambial e a queda de preços agrícolas em 2005 e 2006 influenciaram o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), que indexa direta ou indiretamente a maioria das tarifas. Para este ano, o Dieese estima que o reajuste das tarifas empate com o índice de inflação. Para os economistas, o principal risco para um aumento maior do que o de 2007 são os preços dos combustíveis, especialmente a gasolina e o gás.
Ontem, o Dieese divulgou também as variações das tarifas públicas em Curitiba no mês passado. No geral, a cesta de serviços teve uma queda de 0,15%. Isso mesmo com um aumento de 4% no valor do pedágio da concesionária Ecovia, um dos serviços analisados. Como o item é um dos que menos pesa no cálculo global do índice, as leves reduções nos preços da gasolina (-0,93%) e do transporte coletivo (-0,71%), acabaram compensando o aumento.

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