Tarifas públicas sobem 0,80% em Curitiba
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quinta-feira, 13 de abril de 2006
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A cesta básica de tarifas públicas em Curitiba, composta por nove itens, teve aumento de 0,80% no mês de março. A informação é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), que ontem divulgou, em parceria com o Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge/PR), as variações dos preços das tarifas públicas monitoradas ou administradas por contrato. O aumento representou, em média, um custo mensal de R$ 489,79 para uma família da capital. De janeiro a março, o índice registrou variação de 0,95%.
Apesar de não fazer parte da cesta, o álcool foi um dos itens analisados que representou a alta mais significativa no mês, conforme enfatizou o economista Sandro Silva, do Dieese. A variação do preço do álcool foi de 12,35%. O preço do álcool na capital, em março deste ano, foi de R$ 2,002 ao consumidor, em média. No mesmo período do ano anterior, o álcool estava a R$ 1,463. Os preços das tarifas de telefone, táxi, pedágio, energia elétrica, Correios, esgoto e água não sofreram variações. A gasolina e o gás de cozinha tiveram aumentos de 3,29% e 0,30%, respectivamente.
A estimativa feita para abril, no entanto, é que a cesta tenha uma ''queda expressiva'', segundo avaliação do economista, em função da redução que o preço da gasolina já teve nas duas primeiras semanas deste mês. A gasolina deve aumentar apenas no final de abril, ''já que os distribuidores deverão aproveitar o feriado do dia 21'', lembrou o diretor-presidente do Senge/PR, Ulisses Kaniak.
O aumento da gasolina deve ocorrer também porque a diferença entre o preço do produto na distribuidora e o preço ao consumidor é considerada pequena atualmente - em comparação a índices de um mês atrás, aproximadamente, quando a diminuição da quantidade de álcool na composição da gasolina, de 25% para 20%, fez com que o preço da gasolina ficasse R$ 0,05 centavos mais caro.
O aumento da gasolina, no entanto, poderá ser minimizado caso se confirme a tendência do álcool para o mês de abril. ''Por causa da safra de cana-de-açúcar o preço do álcool na distribuidora deve baixar já no final do mês'', explicou Silva. No Paraná, na última semana, o preço do álcool na distribuidora era de R$ 1,747, enquanto que o preço para o bolso do consumidor ficava em R$ 1,952.
Em março, no Paraná, onde foram pesquisados 3.821 postos, o preço médio da gasolina ao consumidor foi de R$ 2,534. Já o preço na distribuidora foi de R$ 2,269. Entre as 31 cidades paranaenses pesquisadas, o preço médio ao consumidor em Paranavaí foi o mais caro, R$ 2,690. O preço médio mais barato foi de R$ 2,473, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba.
Em Curitiba, onde foram pesquisados 791 postos, o preço médio ao consumidor foi de R$ 2,515, ficando na 29 posição. Londrina, levando em conta 260 postos de gasolina pesquisados, foi a sétima cidade mais cara, apresentando um preço médio de R$ 2,648. Em seguida ficou Cascavel, com R$ 2,644. Os preços em Ponta Grossa, Foz do Iguaçu e Maringá foram, respectivamente, R$ 2,610, R$ 2,605 e R$ 2,582.


