Tarifas públicas sobem 0,44% em Curitiba
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quinta-feira, 08 de novembro de 2007
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba As tarifas públicas em Curitiba tiveram alta de 0,44% em outubro e fecharam o mês acima da inflação que ficou na casa de 0,30%. O mês passado apresentou a segunda maior alta do ano para as tarifas, só perdendo para agosto quando o aumento foi de 1,07%. Em outubro, o que pesou mais foi a telefonia fixa que teve um reajuste de 2,13% no valor do minuto, no caso da Brasil Telecom.
Os combustíveis ficaram praticamente estáveis. A gasolina teve uma pequena alta de 0,08% e o diesel de 0,44%, enquanto o gás de cozinha caiu 0,20%. Com o reajuste de outubro, o preço da cesta de tarifas para uma família curitibana ficou em R$ 492,27, o que consome, em média, 32% do orçamento mensal. No ano, as tarifas subiram 1,12% e nos últimos 12 meses 1,61%.
O presidente do Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (Senge-PR), Ulisses Kaniak, destacou que a gasolina está no mesmo patamar de preço na Capital desde a terceira semana de julho. Enquanto isso, o valor cobrado pelas distribuidoras permaneceu estável neste período em R$ 2,09. Segundo ele, o preço elevado da gasolina é explicado pela margem de lucro que é praticada pelos postos de combustíveis que, em outubro, ficou em R$ 0,39 ou 18,57%.
O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Sandro Silva, estima que se os postos estivessem praticando a margem de lucro histórica para a gasolina de 11%, o produto deveria custar hoje R$ 2,32 para o consumidor final. Nos últimos três meses, a gasolina atingiu a maior margem de lucro dos últimos cinco anos, disse Kaniak.
O álcool, que hoje é vendido por R$ 1,37 em Curitiba também está com margem de lucro acima do normal que seria entre 15% e 20%. Atualmente, a margem é de 32% e equivale a R$ 0,34. O preço médio na distribuidora é de R$ 1,038.
Kaniak acredita que a previsão para o mês de novembro é que as tarifas praticamente cheguem a zerar. Para este ano, ainda é esperado o aumento do pedágio previsto para dezembro. Os taxistas que normalmente trabalham com bandeira 2 em dezembro como se fosse uma remuneração de 13º salário não devem aumentar os preços. Segundo ele, nos últimos dois anos, os táxis têm trabalhado com bandeira 1 em dezembro. Ele prevê que, enquanto durar a pendência judicial do pacto de acionistas da Sanepar não haverá reajuste da tarifa de água e esgoto.


