Tarifas públicas serão as vilãs a partir de agora
A cesta básica deve deixar de pressionar os índices de inflação a partir do segundo semestre, com a tendência de queda de preços dos alimentos até agosto. Para o economista do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) em Curitiba, Cid Cordeiro Silva, os reajustes de tarifas públicas serão os principais responsáveis pela elevação da inflação a partir de agora.
Segundo Cordeiro, a expectativa inicial do governo em terminar o ano com 4% de inflação já foi superada. Técnicos acreditam que a inflação fique entre 5% e 6%. O reajuste da cesta básica no primeiro quadrimestre do ano foi de 13,46% para uma inflação que ficou próxima de 2,5%.
Em julho acontece o próximo reajuste dos combustíveis, que deve ficar próximo a 9%. Ainda em julho a telefonia fixa deve ser reajusta em 10% e as tarifas de energia elétrica em 14%. Em outubro deve haver outro aumento dos combustíveis, da ordem de 3%. Esses são os reajustes já previstos, se acontecer algo fora da normalidade os índices podem ser todos reformados. (E.C.)





