Tarifas públicas registram queda de 0,05% em Curitiba
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quarta-feira, 12 de novembro de 2003
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os combustíveis foram os responsáveis pela deflação na taxa de tarifas públicas do mês de outubro em Curitiba. O decréscimo foi de 0,05%, o que significa que as tarifas públicas consumiram R$ 402,86 no orçamento de uma família de quatro pessoas. A principal queda foi do álcool (-8,20% em comparação com setembro). A gasolina caiu 2,28% e o diesel baixou 0,29%, também em relação a setembro. Já entre os vilões das tarifas públicas estão as contas de telefone. A assinatura residencial subiu 2,53% e o pulso telefônico aumentou em 2,53%, em comparação a setembro. O dados são do Departamento Intersindincal de Estatísticas e Estudos Sócio Econômicos (Dieese).
As tarifas telefônicas aumentaram no dia 9 de outubro, de acordo com uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Sem esse aumento, as tarifas públicas cairiam 1% em outubro. O preço do pulso passou de R$ 0,12569 para R$ 0,12889 e o da assinatura residencial aumentou de R$ 31,27 para R$ 32,06. Por outro lado, a assinatura não residencial baixou de R$ 44,97 para R$ 42,53 (-5,4%) e o custo da habilitação do telefone diminuiu de R$ 22,56 para R$ 12,95 (-42,9%). ''Apesar desses aumentos, o Paraná não teve reajuste nas tarifas de energia elétrica, como os outros estados. Isso fez com que o custo das tarifas públicas ficasse menor que a inflação (0,35% em Curitiba)'', explica o economista do Dieese, Sandro Silva.
Apesar da queda nos preços dos combustíveis, a expectativa, segundo o Dieese, é que em novembro a gasolina aumente cerca de 1,04%. Entre as principais cidades do Estado, Curitiba tem hoje um dos preços mais baixos (média de R$ 1,926 o litro). Já Londrina tem a quinta gasolina mais cara do Estado (cerca de R$ 2,024 o litro). Outros serviços, como o gás de cozinha, tarifas de ônibus, de água, esgoto e energia elétrica, telefonia celular, correio, táxi e pedágio não tiveram aumentos no último mês.


