Curitiba Mais uma vez, o comportamento das tarifas públicas apresentou variação acima das expectativas de mercado. Em novembro, a cesta de serviços públicos como água, energia, combustíveis, telefone, pedágio e transporte coletivo, aumentou 0,76% em Curitiba. Com isso o índice registra um aumento de 13,14% no período janeiro a novembro e de 14,68% nos últimos 12 meses. A expectativa é que essa variação deve superar 15% no ano de 2004, o dobro da inflação prevista no País.
Conforme levantamento conjunto do Sindicato dos Engenheiros (Senge) e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), em novembro pesou na cesta de serviços públicos o aumento do álcool combustível (+10,11%), do óleo diesel (+3,05%) e dos telefones. A assinatura básica teve um aumento de 3,58% e os pulsos, de 3,61%. O aumento dos telefones corresponde ao efeito da decisão da Justiça que atendeu solicitação das operadoras para reajustar as tarifas de telefonia fixa pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços e Disponibilidade Interna), índice cuja variação é maior do que a inflação.
O aumento no álcool combustível vem surpreendendo. Só este ano já subiu 36,58% na bomba. Em novembro do ano passado, o álcool custava em média R$ 0,96 o litro, e em novembro deste ano aumentou para R$ 1,46 o litro. Os telefones tiveram aumento de 15,48% e os serviços de água e esgoto, reajuste de 14,02% no período janeiro a novembro. O pedágio também está pesando no bolso do consumidor, com um reajuste de 31,15% da Ecovia na praça de São José dos Pinhais, no trecho da BR-277 entre Curitiba e Litoral. O pedágio passou para R$ 8,50 e, se a Justiça atender solicitação da concessionária em aumentar 22,5%, o pedágio nesse trecho pode subir para R$ 9,80.
Em novembro, o preço da gasolina aumentou 1,68%, sendo que o impacto do último reajuste deve incidir na variação deste mês. A previsão é de um aumento de 5,38% do preço do combustível na bomba. Apesar disso, o Paraná se destaca como o terceiro estado que tem a gasolina mais barata do País, com preço médio de R$ 2,14 o litro. O economista Sandro Silva, do Dieese, atribuiu o comportamento nos preços da gasolina à proximidade com a Repar, de Araucária, e também à redução da margem de lucro dos postos de combustíveis em relação aos preços praticados pelas distribuidoras.

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