Tarifas públicas da Capital subiram mais do que inflação
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2004
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os preços das tarifas públicas em Curitiba aumentaram 3% em janeiro em comparação a dezembro do ano passado. Esse índice foi maior que a inflação registrada no mesmo período na Capital, de 1,62%, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) do Paraná e Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge). A alta foi puxada principalmente pelos reajustes tardios da energia elétrica (15,51%) e da água e esgoto (15,38%).
No último mês, o curitibano precisou desembolsar R$ 421,36 pelos serviços públicos, o que significa um aumento real de R$ 12,26 em comparação a dezembro de 2003. A energia elétrica pesou nas tarifas de janeiro porque na metade do ano passado o governo do Estado protelou o reajuste autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o início de 2004.
Além disso, explica o economista do Dieese, Sandro Silva, houve um aumento na taxa de iluminação pública e um encargo de aquisição de energia emergencial foi incluído na conta de luz. Esse encargo, no entanto, já foi revogada porque não há riscos de apagões, e deve representar um decréscimo de 1,70% nas tarifas de fevereiro. O reajuste da água e esgosto, que tradicionalmente acontece em dezembro, também foi protelado pelo governo e por isso pesou no orçamento de janeiro.
Entre os outros aumentos que colaboraram para o das tarifas estão o álcool (8,04%), a gasolina (3,69%), o diesel (1,54%) e o transporte coletivo, que aumentou de preço por dois dias, (0,98%). Já os índices que contribuíram negativamente no índice final foram o quilômetro rodado por táxis (-14,06%), já que em dezembro os taxistas trabalham somente com bandeira dois, e o gás de cozinha, que diminuiu em 0,70% seu preço. Para fevereiro, Silva diz que ainda deve ter um resíduo de 5,88% de aumento da água e esgoto, já que o preço subiu somente na metade de janeiro e também é esperada uma alta de 6,99% na telefonia celular, autorizada pela Agência Nacional de Telefonia (Anatel).


