Tarifas públicas caem 0,63% em Curitiba
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quinta-feira, 08 de abril de 2004
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Pela primeira vez em 2004, os preços das tarifas públicas de Curitiba tiveram redução em relação ao mês anterior. Com uma diminuição de 0,63% no preço, a cesta de tarifas da Capital passou de R$ 422,36 em fevereiro para R$ 419,85 em março. Essa baixa se deve à queda nos preços dos combustíveis, em especial o álcool (-23,26%). Os dados são do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) do Paraná e do Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge).
Além do álcool, a gasolina apresentou queda de 8,40% e o dieesel baixou 0,14% de preço. Segundo o economista do Dieese, Sandro Silva, essa queda aconteceu porque nos dois primeiros meses do ano os postos de combustíveis estavam com uma margem de lucro muito elevada. Em março, a margem média de lucro registrada em Curitiba pelos postos foi de 9,07%. Em janeiro essa margem foi de 11,82% e em fevereiro de 13,70%. ''No caso da gasolina, o preço do álcool também colaborou muito para a queda preço, já que faz parte de 25% de sua composição'', explicou Silva.
Os outros itens da cesta que sofreram variação de preços apresentaram altas em março. Entre eles estão o transporte coletivo, que aumento os preços das passagens em 3,03%, o gás de cozinha, com alta de 0,46%, as mensalidades dos telefones celulares, que subiram 9,01% de preços, o minuto do celular convencional, com alta de 18,87% e o minuto do celular pré-pago, que aumentou em 10,10% seu preço.
''Essa queda dos preços em março já era esperada. Por causa dos altos preços dos combustíveis e os reajustes de água e esgosto e energia elétrica, em janeiro, Curitiba vinha registrando os mais altos preços entre as capitais pesquisadas. Tanto que no acumulados dos três primeiros meses do ano, o preço das tarifas subiu 2,63% em relação ao mesmo período do ano passado'', afirmou Silva. Para abril, o economista prevê que o custo das tarifas públicas de Curitiba tenha uma alta de cerca de 1%. Isso principalmente porque a partir de hoje começa a vigorar na capital um aumento de 11,76% nas passagens de ônibus.


